Queiex #074: ENQUANTO A VIDA NOS UNE

Versometria / Acentuação: Decassílabo / livre

Estrofação: ([6]-[4.2]-[3.3]-[5.1]

Rimada: ABBAAB CDDC DC EFF EEF GHHGG H

Ao ritmo Parnasiano

Bosco Esmeraldo

Quando te vi, desde a primeira vez,

Confesso, fiquei logo enamorado,

E a cada dia, mais e mais gamado,

A princípio, sem jeito, rubra tês,

Encabulado, quiçá, timidez.

Porém refiz-me, enfrentei encorajado.

Por missivas, moravas distante,

Corações anelantes a sonhar,

Mais que o passo pudesse acompanhar,

Depois mais perto, peito palpitante.

 

Nosso noivado realiza o sonhar,

Contar os dias, casar, foi vibrante.

O noivado traduziu longa espera,

Nossos planos que traçamos pra depois,

Sonho, anseio, o que de direito, pois.

 

E quanto mais perto, demora mera,

Subia nas paredes qual fosse hera.

Não via o tempo de ser só nós dois.

Em fim, as bodas, tchim-tchim, compromisso,

Antes, pré bênção, nubentes reúne,

Quiçá, tal cuidado que nos imune.

Cuidar um do outro cônjuge, bem mais que isso,

Felicidade, esteio, não remisso.


Cuidar mútuo, enquanto a vida nos une.


 

31/12/1978

Leia as poesias da Poetisa MairaMar
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Alelos Esmeraldinus
Enviado por Alelos Esmeraldinus em 08/07/2012
Reeditado em 09/07/2012
Código do texto: T3766652
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