Interesseiros.

Realmente quando ajudamos alguém, há outras intenções por de trás de tal gesto.

Não há espontaneidade nenhuma. É de caso pensado, sim!

Confesso à todos que ao estendermos nossas mãos, ao desviarmos nossa atenção ao outro, há um único propósito, agregar mais um coração em nossas vidas.

Temos o mal hábito de querermos colecionar corações e amar cada vez mais gente.

Deveríamos nos bastar, mas queremos os outros também.

Acho que mais do que isto, necessitamos do outro para trazer novos elementos, novos significados à nossa vida.

Ao aproximarmos de alguém, queremos entender do que é constituída sua vida, Para nós é importante isso.

Pois temos a gana de entender como nosso mundo é composto: humana, emocional, afetivamente...

Algumas pessoas como e, somos interesseiros ao estar junto à ti, ao outro e a demais gentes. Pois acabamos levando ininterruptamente conosco tais pessoas em nossa mente, em nossos gestos, em nossas emoções, em nossos corações e em nossas vidas.

Portanto, já prevenido e avisado de antemão, somos interesseiros ao aproximarmos de alguém, pois queremos com o outrem aprendermos como sermos mais humanos e como exercitarmos um amor mais próximo do incondicional.

Acreditamos num bem estar coletivo, num aprimoramento conjunto, numa vida melhor, num se fazer junto ao outro. Para isto ficamos à espreita colecionando pessoas e corações.

Não conseguimos sozinhos, confesso.

Somos interesseiros.

Sinceramente necessitamos de mais você e você, na capacidade que tivermos de agregar mais pessoas à gente. Ainda que para isto, necessitemos o artifício de estender a mão e o coração.

Nossa real intenção, interesseiros como somos, é de amar.

Paulo Jo Santo

Zilá

Paulo Jo Santo
Enviado por Paulo Jo Santo em 11/04/2016
Código do texto: T5601533
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