Dr. House

Séries médicas, como relutei em assistir qualquer uma. Não me apetecia. Sou o cara da ficção científica, do ocultismo sem terror, da ação, mas sair dessa zona pré-determinada foi bom e comecei com Dr. House. Também por indicação de uma colega e não por iniciativa própria. Ele tinha razão: Muito boa série.

Queijo com goiabada ou goibada com queijo; House com Wilson ou Wilson com House, tanto faz, a combinação ideal na composição do seriado. Uma amizade que não precisa de diálogo ou qualquer palavra para revelar intenções ou motivos de ações, se conheciam no olhar, na postura e no silêncio. House o brilhante “vidende” dos diagnósticos e Wilson sua consciência em outro corpo, àquele capaz de manter na linha, pelo menos até certo ponto, o irreverente chefe de outros brilhantes médicos.

Gostei da maioria dos episódios, mas tem um que me veio à memória: o bebê que segura a mão do House de dentro do útero, simplesmente espetacular e emocionante! Baseado em fatos reais.

Eu poderia alongar essa crônica com lembranças sobre vários episódios, mas seria maçante. É verdade que o sacana do House dormia e comia ao lado de pacientes em coma, na mesma cama e ainda assistia tv, verdade. Também é verdade que Wilson sofria com suas sacanagens diárias, mas serrar a bengala do House foi genial, que troco bem dado!

Para terminar vou comentar sobre uma coincidência cabível somente àqueles que assistem séries seguidas. Num final de semana chuvoso decidi maratonar nos seriados, minha esposa estava de plantão, nosso filho dormia ao meu lado na cama e assim comecei a assistir um episódio da série 24 Horas, que terminou com um acidente de carro, onde mãe e filha (esposa e filha do personagem Jack Bauer) despencaram floresta abaixo ao saírem da pista. Quando a cena estabilizou, as duas mulheres estavam separadas, caídas fora do carro, foram arremessadas. A filha continuou desacordada no mato e a mãe, desorientada e sem memória, cambaleou morro acima até a estrada, conseguindo uma carona para o hospital: repito que estava sem memória. Terminou assim o episódio. Fui até a cozinha, olhei o tempo nublado e chuvoso, muito comum em Teresópolis, peguei um café e voltei para cama, era hora do House. Àquele episódio tratava-se de uma mulher encontrada na rua passando mal. Como era de costume, precisavam saber sobre sua vida, onde morava e hábitos para facilitar o diagnóstico. Chegaram com ajuda da polícia num local abandonado e descobriram que se tratava de uma sem teto. Encontraram uma caixa com fotos nessa casa abandonada e descobriram que a mulher sem memória havia perdido o marido e o filho num acidente de carro. Aí vem a coincidência: a mulher sem memória que House atendeu naquele episódio, era a mesma atriz do episódio que vi anteriormente de 24 Horas, com o mesmo corte de cabelo, mesma aparência, ou seja, a acidentada na série anterior, foi atendida em outro seriado e ainda desmemoriada. Como diz um amigo meu: Essa foi “Flórida”!

Obs: Assisti toda a série, 2 vezes.

highlander
Enviado por highlander em 25/04/2024
Reeditado em 30/04/2024
Código do texto: T8049340
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