A ave e eu





As folhas passavam rapidamente com o vento, que me dizia coisas que eu não compreendia, e eu fiquei tentando compreender o mundo, também compreender algumas pessoas que um dia pensei valer a pena. Mas, não... Sei, existe tanta poesia ao nosso redor, no riso, e na dor. Como negar, como não enxergar que você é um poema, e que eu sou um passado passado à limpo... Consigo ver poesia mesmo no seu olhar frio e indiferente, que não consegue perceber a falta de maldade que há em mim. Vejo poesia na sua vida triste e sem rumo.

Perdoo, perdoo , e peço perdão, perdoa-me por eu não ser àquilo que os seus olhos gostariam de ver, por eu não trazer em minhas mãos, em minhas ações, as verdades que só você consegue não reconhecer, perdão por eu não ter em minha alma, o que a sua ânsia busca, quanto a minha alma, caminha plena, escreveu a sua, a minha história, algumas páginas deixei em branco, mas, nas páginas em branco, contém tantas histórias escondidas, e algumas delas, sei, nunca serão interpretadas. Sigo, com a minha cidade imaginária que deixei para trás, vou buscando através das nuvens, um brilho que iluminará os meus sonhos mesmo nas noites mais escuras, e volto aqui, onde no balanço dos ramos inquietos, as folhas que não querem se desprender, dançam e sentem a brisa, e lá no céu, como eu uma ave que passa sozinha, e eu aqui para minha alegria, me desprendo de você.
Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 17/10/2019
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