RECORDANDO PARAGUAI

Quando trabalhava próximo a Guaíra, costumávamos atravessar o Rio Paraná e ir ao cassino brincar no caça-níquel aos sábados, à tarde. Usava-se ainda a balsa que só funcionava durante o dia. Então éramos obrigados a ficar a noite inteira e só regressarmos no domingo pela manhã. Além de caça-níquel havia, shows e comida para passar a noite. Hoje, há a ponte internacional no local.

Havia também o controle na fronteira. Conforme o estado de espírito dos aduaneiros de ambos os lados, a revista demorava ou não. Ás vezes revistavam tudo, faziam os passageiros descerem do carro. Confiscavam as garras de bebidas. Do lado paraguaio havia soldados bens jovens, munidos de fuzis enormes. Eles também paravam os turistas e a gente só livrava deles soltando algumas gorjetas.

Então recebemos dicas de colegas do banco que trabalhavam na agência de Guaíra. Colocar no para-brisa e no vidro traseiro plástico com emblema do BB, em cor amarela. Funcionou. Passávamos direto. Nem do lado paraguaio molestaram mais a gente. Os soldadinhos de lá até batiam continência para o nosso carro.

Assim, trazíamos uísque falsificado, calças jeans fabricados na Flórida. E uma vez até um motor de popa.

Yoshikuni
Enviado por Yoshikuni em 28/07/2019
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