INFLAÇÃO RECORD_ADA

 


 

Notícia manchete do Jornal Nacional de ontem: inflação record em janeiro! A maior desde 2002. Lá foram os repórteres verificar a aumento de cento e tantos por cento no preço do jiló e da abobrinha menina brasileira. E a molecada foca nem sabe a diferença entre inflação e oscilação de preço. Nem sabe equilibrar abobrinha no nariz, nem come jiló, só fast-food do maquidonalds e pizza calabresa. Vixe! O preço da abrobrinha foi para as alturas. É a crise roendo a barriga do brasileiro. Pera aí... Em 2002 quem governava era o FHC! Ou seja, o atual indíce inflacionário não igualou ainda a habilidade em números do governo Fernando Henrique. Naquela época ninguém falou em crise, alguns sugeriram "recessão", que era a marca registrada da política econômica monetarista e neoliberal (assinada por Pedro Malán, Gustavo Franco e o beatificado Armínio Fraga) dos economistas virtuais de bico maior que a cabeça. Quem sabe um mínimo de economia, bem sabe que política econômica recessiva e de juros altos é usada para combater a inflação desenfreada. Nem precisa explicar. Devagar com o andor, o PSBD é hábil com palavras, não com números! A inflação, é claro, não é o único indicador de uma crise. Nesse caso vem para ordem do dia aquilo que dizem ser a marca exlusiva do petismo: a corrupção. E tudo começou lá em Pasadena com um troço envolvendo a Petrobrás. Não existem mais anjos. Pronto, o petismo inventou a roda e botou fogo no óleo que jorrou do motor. E 1996? Aquela denúncia do Paulo Francis tornando pública a corrupção generalizada na Petrobrás encabeçada por seu presidente à época, um tal de Joel Mendes Rennó. Foi tudo engavetado pelo Procurador Geral da República (aquele cara que tem por função zelar contra os interesses materiais do Estado) da época, um tal Geraldo Brindeiro. Ele teve o maior prazer em engavetar e proibir todo mundo de falar sobre isso. E conseguiu. Enquanto a imprensa ficou olhando para o lado e assoviando o hino nacional de Cuba. A imprensa disse "sim senhor". Especialmente os patrões do Paulo Francis. Era só um brinde dos "socialistas" (é bom lembrar que só os socialistas são corruptos) do PFL, num leque bem intencionado que vai de Marco Maciel e Antônio Carlos Magalhães.  Foi um caso isolado... Está bom. E as montanhas de dinheiro em elegantes maletas, não em cuecas, comprando votos de deputados lá em Rondônia para aprovar a reeleição? E a tática de comprar deputados anões ao invés dos partidos gigantes, para a aprovação dos interesses do governo tucano no orçamento, os "anões do orçamento"?. Um deles era campeão em sorteios da Loteria da CEF. Outro deles virou até presidente da Câmara com apoio do PSDB e do PFL. E o caso da fazenda de Buritis em Minas Gerais, adquirida em sociedade estabelecida entre Sérgio Motta e Fernando Henrique, com o dinheiro do caixa dois da campanha para presidente? FHC estava sempre lá passando furos para algumas jornalistas... Enquanto a inteligente e íntegra Dona Ruth amargurava em Brasília toda ordem e desordem de fuxicos. Ah! Diogo Mainardi (leiam dele o preconceituoso e, por acidente, comovente Lula é minha anta), um anti-lulista doentio, disse certa vez no escatológico Manrata Conexion, que o caso Petrobrás, e o cala-boca geral cheio de liminares então promovido, foi o que matou o Paulo Francis. Paulo Francis era aquele que odiava Lula, pt, votou no Partido Republicano lá nos EUA e que achava que Brazil era só um filme do Terry Gilliam. Ele morreu respondendo processos por difamação e outras coisas que nem sei o que são. O PSDB matou um simpatizante? Atualmente parece que o ovo está quebrado, mas ele estava de pé e em pleno equilíbrio na Ilha da Fantasia administrada pelo PSDB, tudo garantido pelo silêncio. E ele estava de pé desde a ditudura. A diferença em relação a hoje é que perdemos a inocência, a corrupção existe e é sistemática em todos os níveis do Estado brasileiro desde o tempo do ronca. O que não podemos desenvolver é a cegueira decorrente da parcialidade. Os repórteres devem estar lá no supermercado até agora, tentando agradar os editores-gerais dos telejornais. Bem ali... perto da seção de pinga Jamel.  Tentando demonstrar que hoje não é barato virar cachaceiro.
Hoje tem cego dizendo enxergar só com o olho direito. Em 1996 eu era solteiro e ainda não lia besteiras em rede social da internet e blogs. Opinião ainda passava por aprovação de corpos editoriais, ou pelo crivo das grandes mídias. O fogão ainda era à lenha, mas ninguém descia a lenha.

P.S.: Em 2002 o arroz Cristal, o mais consumido aqui em Goiás, custava 14,00 reais; qualquer óleo de soja custava no mínimo 4,00 reais. Hoje, 13 anos depois, o referido arroz gira em torno de 13,00 reais e óleo de soja custa mais ou menos 3,00 reais. O atual governo está quase conseguindo chegar no patamar do governo de então. Mas deixa para lá, isso nada tem haver , a crise deve passar longe das gôndolas dos supermercados.

Catalão, 06 de fevereiro de 2016.