O DILEMA DE UM BEATO

Um beato que vivia diuturnamente rezando missa, um dia se deparou com uma banareira. Olhando uma das bananas refletiu:

- Como posso harmonizar essas duas cabeças que carrego em meu corpo. Uma exposta e a outra sob a batina?

Afinal, o que querem de mim? Já arrisquei de tudo. Quando aquela cabeça de baixo (grosseira) queria acordar eu até pensei em cortá-la. Cheguei até esfregá-la num Coqueiro. Tudo em vão!

Andei por centenas de vezes o caminho da Via Dolorosa. Refleti nas catorze estações da Cruz. Tentei o Papa, mas a cabeça de baixo sempre inchada não me dava serenidade.

Não sei quando isso sobreveio. Se foi num dos confessionários ou junto de coroinhas. A verdade é que vivo todos esses anos nesse dilema. Duas alternativas antagônicas que não se conciliam.

Agora espero angustiado a canonização pensando nas Marias! O que fazer com essas cabeças?

Não nego e confesso aos quatro ventos, que foi a minha eleição quando noviço, mas ainda não sentia o calor do hormônio da testosterona nessa cabeça errante.

Agora o que fazer? Descascar com a mão direita uma banana nanica por dia e com a esquerda dar a hóstia ou conviver com essa rara deformação siamesa? Uma tomando doril e a outra ducha de água fria?

Eis o dilema que me encontro e que não está escrito na abóbada celeste!

Fonte: https://www.facebook.com/pages/O-Labirinto-da-raz%C3%A3o/1398756947075669

Estêvão Zizzi
Enviado por Estêvão Zizzi em 16/05/2014
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