O PARADOXO DO TEMPO

Lauro Winck

Desde o anúncio da descoberta do Bóson de Higgs, novas fronteiras abrem-se para as pesquisas científicas. Cada vez mais rapidamente chegamos a novos e inesperados resultados muitos deles derrubando teorias tidas como definitivas, mostrando que afinal nada é definitivo.

O trabalho publicado na Revista Nature, uma das mais importantes revistas científicas sobre um garoto de 15 anos que usando um software que ele mesmo desenvolveu, revelou que as Galáxias Satélites rodam em torno de Andrômeda, com movimentos sincronizados como parte de um todo e que elas giram sobre si mesmo sincronizadas com a rotação desta.

Chamada de a partícula de Deus, o Bóson de Higgs já levanta novas polêmicas entre crenças religiosas e pesquisas científicas. A própria idade do universo acaba de sofrer reviravolta devido a física quântica que sempre sugere ao final, possibilidades ao invés de resultados definitivos.

No ápice da escala está o que convencionamos chamar de tempo. Algo que inventamos para podermos medir distâncias e que determina o espaço de tempo ocorrido entre um evento e outro. Da mesma forma que o sistema métrico que afinal é só mais outra convenção. Não há portanto uma medida universal. Quanto tentamos matar uma mosca com um tapa, geralmente erramos. Porque? Simplesmente porque para ela o tempo ocorre de maneira diferente. Sua percepção de tempo é diferente. Para o inseto, nós somos gigantes desajeitados e lentos. Ela vê sua mão vindo em câmera lenta, tendo tempo suficiente para alçar vôo e escapar tranquilamente.

Quando falamos em bilhões de anos, estamos nos referindo a nossa própria percepção de tempo baseada na rotação da terra. Certamente para muitos seres o tempo ocorre de maneira diferente. Alguns ufólogos afirmam que determinadas criaturas tem ciclo de vida em torno de bilhões de anos. Novamente essa é uma medida baseada na nossa convenção para o tempo. Mas como eles percebem o tempo? Para um ser que vive alguns dias ou um bilhão de anos, sua vida ocorre como acontece conosco?

Quando gravamos um vídeo, a exibição dura determinado tempo. Se dobrarmos a velocidade aumentando a tacha de quadros exibidos por segundo, encurtamos o tempo de exibição e os movimentos serão muito mais rápidos. Isto nos dá uma idéia de como o tempo ocorre em diferentes percepções. Então, na verdade o tempo não existe. É apenas uma convenção humana. Tentar então conceber a data em que o universo foi criado, esbarra nesta questão.

No universo tudo é curvo, o próprio tempo é curvo e tudo gira, tudo está em constante movimento de rotação ou translação. O tempo também? Provavelmente sim e o que mais se adapta a representar isso é um círculo, como uma argola onde é impossível determinar o início ou o fim da circunferência. Nós só podemos comparar o tamanho de algo, em comparação com nossas próprias medidas. Assim uma imensa nave alienígena pode ser vista como insignificante por seus tripulantes. Rich Terrile, diretor do centro de computação evolutiva e design automatizado do centro tecnológico JPL da NASA, em uma entrevista ao site Vice, afirmou acreditar que o Universo como conhecemos hoje pode ser uma simulação criada por programadores do futuro. (De uma matéria do site Tecmundo.)

Tal afirmação, no entanto apresenta outro paradoxo, pois o tal game em que vivemos só poderia ser programado a partir de um outro universo ou dimensão paralelos, pois não faz sentido. De onde seriam esses programadores? Como teriam chegado ao futuro? Pois seria como criar o game a partir do próprio game. É certo que o nível de programação e desenvolvimento que atingimos hoje, nos permite especular sobre algo assim, como confinar bilhões de anos de história universal em um programa de computador ou impressão 3D como aquele universo do filme Homens de preto, pouco menor que uma bola de tênis. Só podemos obter respostas após decifrarmos o que sejam universos paralelos ou dimensões ainda ocultas. Tudo demandará tempo. que talvez não tenhamos até que tudo acabe.

Lauro Winck
Enviado por Lauro Winck em 06/01/2013
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