LUCUBRAÇÕES ASSOMBRADAS

Parei já com estas lucubrações assombradas, assombrantes, mesmo que eu não seja assim tão inocente, neste caso específico, nem tão perfeito, perante minha conduta, nem tão social assim.

Parei com estas lucubrações assombradas, em nome de um reino que é deste mundo. Por vir mesmo, só o minuto seguinte, este tempo desvairado, sempre avançando.

Parei com estas lucubrações baratas, tão caras, estas mentes voadoras, sem asas, sem paraquedas, sem nada para o socorro!

Nestes momentos de tormentas e furacões, um tormento, do olho do furacão vejo quase tudo, nublado, céu fechado, coração apertado, mente aprisionada, nada, a razão é viver!

Lucubrações, parei! Saltos no escuro, pontes estreitas, bifurcações e ações, contatos, imediatos, imediatamente a mente diz, pronto, estou!

Nem que para isto eu tenha que furar o sinal, o símbolo, o código, ultrapassar a velocidade permitida, no local, aqui, neste deserto habitado por seres sem igual, diferentes em tudo, tudo mesmo, só as mesmas reações, tudo garantido, no fim, medito e assusto!

florencio mendonça
Enviado por florencio mendonça em 22/10/2012
Reeditado em 15/06/2016
Código do texto: T3946420
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