O MESTRE CUCA

O MESTRE CUCA

Temos em Santo André, uma comunidade de amigos que, de longa data, curtem momentos de prazer ao redor do fogão. Na realidade, esse encontro se dá semanalmente, aos sábados, na sede do Panelinha, clube já com mais de 60 anos. Amigos de longa data, que aprenderam, desde a mocidade, a terem essa convivência, iniciada por volta dos anos 50 do século passado.

Cá para nós, falar em século passado, até arrepia...

Mas, voltando ao assunto, nossos encontros iniciaram-se no Bar Quitandinha, de tão saudosa memória. Depois, na sede do clube, no antigo Restaurante Balderi. Lá pelos anos 80, a reunião passou a ser na padaria do saudoso Miranda, na Casa Branca.

Pois bem, definida a origem do grupo, todo sábado nos reunimos em, mais ou menos, uns vinte. Há os médicos, os dentistas, os empresários, os advogados, os “dolce far niente” e, em meio às caipirinhas, aos aperitivos dos mais variados, com muita conversa sobre todos os assuntos, menos negócios, prepara-se um almoço. Geralmente, comida simples, um risoto, uma macarronada, um frango, um peixe, arroz e feijão, filé à parmeggiana, fritas, e assim vai... Quando há um aniversário a se comemorar, o cardápio é alterado, para um prato mais sofisticado, mesmo porque, o aniversariante se encarrega de oferecer a matéria prima. Nessas ocasiões, temos o camarão, o bacalhau.

Entre os personagens, estão aqueles que gostam de cozinhar. Uma meia dúzia. Existe o mais ligado na comida italiana, quando saem, então, as macarronadas, os risotos. Há o que puxa, preferencialmente, pela comida brasileira, com o frango ao molho pardo, as rabadas, feijoadas. Como também, aquele de descendência árabe, que perpetra o quibe, assado ou cru, a esfiha, o babanaguch, a moussaka. E os peixes, recheados, fritos, sempre bem-vindos. Mais raramente, quem sabe, a comida alemã.

De vez em quando, não podemos esquecer, o bom churrasco.

Eu, em particular, tenho uma receita muito boa de cuscuz de camarão.

Na sobremesa, geralmente, frutas e sorvete.

Todavia, na realidade, mais importante é a confraternização. Ou, a mantença dessa união, desse espírito fraterno, onde jamais se admite a desavença. Há a discussão, sem dúvida, mormente quando o assunto é futebol, pois, onde existem os corintianos, os palmeirenses, os sampaulinos, a paixão fala mais alto, nunca se chegando a um acordo.

A reunião é aberta, sem problemas de participação, independentemente de convite. Basta estar ciente de quem vai encontrar, e, se sentir à vontade, será bem-vindo!

A quem se interessar, o convite está feito!

Aristeu Fatal
Enviado por Aristeu Fatal em 31/07/2012
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