MULHER, MÃE E PROVEDORA

MULHER, MÃE E PROVEDORA...

Ainda nos tempos idos da minha meninice, cada qual tinha seu papel definido na pequena sociedade familiar (que, na época, não era tão pequena assim). Ao homem, como cabeça da família, cabia o papel de provedor. O “de que forma” não cabe analisar neste espaço. Mas se lhe cabiam os deveres de prover as necessidades materiais da prole, na cultura em voga nos anteriores tempos, também lhe assistia o direito de mando. À mulher era devido o comando do seu exército de panelas, parir... e obedecer, em cujo item estava incluída, também, a educação dos filhos, em tudo o que lhe dizia respeito.

No conceito crônico dessa cultura, o “ser mulher” encaixava-se e se mantinha a convicção absoluta de que essa era a lei (inclusive de Deus), pois o homem tinha o aval da sociedade e o apoio das leis vigentes. Sentia-se feliz a mulher quando conseguia, atenta às necessidades, cumprir-lhe todos os desejos, porquanto sobre essas premissas, por vezes humilhantes, alicerçava-se a harmonia de um lar. Já desde pequetitinha, a menina aprendia as prendas de uma boa dona de casa, que incluía os bordados, a etiqueta, o domínio da arte da culinária etc. Era-lhe negado o estudo aprofundado, pois, para ser esposa e mãe, carecia desse luxo.

Com o advento da “revolução” libertadora do sexo feminino, que até os nossos dias é cognominado de sexo frágil, de pouco em pouco, a mulher fez sombra aos seus próprios passos. Foi a semeadura de um novo tempo; foram os primeiros passos na estrada do amor, do ciúme e do ódio; foi o princípio de uma nova cultura social, que gerou, também, uma nova postura da mulher na sociedade.

Eis que surge a nova mulher; eis que surge a mulher que pensa com mente própria; eis que aparece uma mulher moderna, inteligente, sensível, meiga, amorosa, amiga, sedutora e, sobremaneira – LINDA – bem diferente da mulher robótica e sem opinião própria, cultivada e colhida por séculos e séculos. E essa mulher fenômeno surpreendeu a todos que apostaram no contrário. Uma mulher, ainda ciosa dos seus deveres de pai e mãe, quiçá, remanescentes incumbências de antanho, provando ao mundo todos os seus carismas.

Mas essa mulher, já fora dos mofos das quatro paredes de um lar/prisão, sabe-se dona de suas propriedades originais – SER MÃE. Esse sublime legado do Criador, nunca poderá e não o quer transferir ao homem. E, para essa função, põe em evidência toda a meiguice e carinhoso afeto do núcleo da alma, que somente a alma feminina é capaz de dar. Guarda no ventre o feto, que será ser pequenino de olhos abertos; dá-lhe amor, solicitude a alimento e conquista e colhe do filho, para todo o sempre terreno, essa harmonia que gera empatia, idolatrando a mãe. Porém o preço que paga pela “insolência” de libertar-se de um jugo absurdo, muitas vezes lhe exibe uma nova realidade: a de provedora do lar, que ainda administra. Mas isso é tema de outra crônica.

FELIZ DE QUEM TEVE OU TEM UMA MÃE VERDADEIRA!

E, PARA ELAS, UM FELIZ DIA DAS MÃES.

Afonso Martini
Enviado por Afonso Martini em 06/05/2010
Código do texto: T2241259
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