livro sem codinome 3

3º convite escolar

Dez anos se passaram... Morgan agora com onze anos, estava mais linda do que nunca, seu cabelo castanho volumoso, liso na raiz que aos poucos enrolava nas pontas era comprido e brilhante, sua pele de cor bronzeada era linda e seus olhos, ah seus olhos castanhos, tão penetrantes e expressivos, porém não é de se surpreender que uma mãe fale isso de sua filha, mas mesmo que as outras vizinhas não a achassem a criança mais linda do mundo em pouco tempo de conhecimento notava-se que Morgan tinha muita coragem e sua atitude era invejável sendo assim, foi muito bem educada e amada. Elogios viam tanto de sua personalidade quanto de sua beleza diferente, desde a infância os moradores da rua dos Trigueiros se acostumaram a ver a menina aos cuidados daquela senhora doce e amorosa, mesmo sendo tão visível que senhora já tinha a idade para ser avó da garotinha, não haveria lugar melhor para se morar. Todos da rua sabiam da história de Morgan “ A garota que como num passe de mágica surgiu na porta da viúva” muitos diziam que Elena escolheu cuidar da garota apenas porque estava solitária demais e viu uma grande oportunidade de ter um futuro mais feliz, mas além disso a maioria dos moradores da rua dos Trigueiros sendo mais velhos conheciam Elena e sua histórias, muitos apostavam que Elena não daria conta de Morgan, alguns achavam suas histórias loucas como por exemplo quando Elena contou a uma de suas vizinhas que em sua viagem a Londres conheceu uma casa assombrada em que uma mulher havia se jogado da janela e jurava que havia visto esta mulher rondando a casa e passando em frente a janela, mas para piorar essa vizinha que Elena não só contou uma história como contara várias era fofoqueira e contou para quase a vizinhança toda, apesar que, tanto tempo depois era difícil de suas histórias já não terem se espalhado pela rua toda. Elena não tinha vergonha, não escondia o fato de não ter religião entre outras coisas, mas sabia que muitas pessoas queriam se intrometer na criação de Morgan, por isso Elena cuidava de Morgan com muita precaução “Você ainda me dará muito orgulho Morgan, não foi a toa que você veio parar aqui” dizia Elena, todos sabiam de sua história de adoção tentar esconde-la não levaria a nada, logo, como o passar dos anos Morgan foi entendendo cada vez mais e questionando cada vez mais.

-Anda Morgan você vai se atrasar para a escola, vamos, depressa!- Gritava Elena da porta enquanto a garota estava procurando algo em seu quarto que se esquecera de pegar.

-Eu já estou indo mãe, mas é que eu não acho, devo ter perdido em algum lugar.

-Procura direito, você não tem muito tempo. - Elena disse indo para o quarto de Morgan – Me diga... O que você esta procurando? – Disse abrindo a porta do quarto.

- Deixa que eu procuro sozinha! – Morgan emburrada, estava de costas e aparentemente escondia algo em sua gaveta.

- O que você esta escondendo? Morgan, olhe para mim. – Elena virou Morgan e a viu segurando algo, um pedaço de papel normal? Até seria, se Morgan não tivesse com a cara assustada e tentando esconde-lo a todo custo. – Oque é isso? – Continuou – Quem deu isso a você?

- Me devolve, é um trabalho da escola não é nada de mais.

- Isso é um convite, seja lá quem for que lhe deu isto não deve ser coisa boa. – Elena vira que era um envelope não muito grande branco, e que por fora estava escrito "da escola de poderes e bruxaria de Hauflaubert para Morgan Armstrong", estava escrito a mão, mas quem será que poderia ter enviado a carta para Morgan?

-Eu juro que eu estava na sala e de repente essa carta passou por baixo da porta, eu fui até a porta e a peguei, não sei quem a colocou ali em baixo da porta, não sei por que é para mim, não queria que a senhora descobrisse pois tinha medo de que não acreditasse em mim.

-Eu confio em você Morgan, não confio nas pessoas da rua. Nem todas querem somente o nosso bem e você sabe disso, temos que tomar cuidado... – disse examinando a carta e a abrindo. – Bem, isso parece ter vindo de uma escola realmente, esta escrito bem formal veja. – Elena abriu a carta e leu oque estava escrito em alto e bom som “Caro senhor(a) responsável por Morgan Armstrong, temos o prazer de informar que Morgan tem uma vaga na escola de poderes e bruxaria de Hauflaubert” e continuou. – poderes e bruxaria, isso só pode ser...

-Isso só pode ser verdade é claro! – Morgan disse interrompendo Elena. – Você tem que acreditar em mim mãe, aquele dia em que eu fui ao parque com você foi a prova de tudo isso. –Quando Morgan tinha apenas nove anos Elena a levou para o parque...

...O dia estava ensolarado com o céu bem azul claro, várias crianças corriam felizes no parque e em busca de diversão usavam todos os brinquedos possíveis, o barulho das peças enferrujadas rangido para lá e para cá fazia um ótimo efeito sonoro para um parque, os gritos das crianças e os das mamães é claro também faziam parte dessa linda melodia, algumas mães como se pode imaginar, ficavam sentadas em seus bancos com suas bolsas de mãe vendo seus filhos se divertirem. Elena não podia estar diferente, estava sentada em um banco olhando Morgan no balanço e ao seu lado em cima do banco tinha sua bolsa com suas coisas essenciais e uma bola murcha que tinha levado para as crianças, mas estava muito murcha, velha com pequenos rasgos impossibilitando de ser usada, Morgan estava no balanço, mas a verdade é que ela não conseguia se concentrar em outra coisa, pois queria usar a bola que estava muito provavelmente furada. Morgan abandonou o balanço e triste foi em direção a sua mãe que estava sentada, e quando chegou nela falou:

-Mãe, eu queria usar a bola.

-Infelizmente não vai dar meu anjo, esta muito murcha e furada, outro dia nós compramos outra bola e voltamos aqui de novo, agora volte e de atenção a suas amigas.

-Mas eu quero hoje, não quero outro dia! – Morgan Disse firmemente, era de se esperar de uma garotinha com tanta atitude que insistisse em usar a bola, Morgan olhava para bola como seu olhar mais profundo e penetrante com uma mistura de raiva e arrependimento, estava realmente diferente esse dia. – Eu vou fazê-la pular, e rodar e girar vou fazê-la se encher outra vez, como se nunca tivesse sido furada, e vou usa-la, você vai ver!

-Não Morgan, esta furada olhe, - Disse Elena mostrando o furo da bola para Morgan. - Eu irei comprar outra para você em outro dia tenha calma.

-Largue essa bola, deixe a no chão. - Disse Morgan irritada tentando tirar a bola das mãos da mãe em desespero.

-Para com isso Morgan! – Nesse momento as outras mães já haviam reparado essa confusão, Molly puxava a bola para um lado e Elena gritava “para Morgan, para! ” as duas puxavam a bola ao mesmo tempo em direções opostas, ate que Elena gritou. – Ai! O que foi isso? – Elena soltara a bola de uma vez só, pois sentira um ardor nas mãos, como se as mergulhasse em uma fogueira em chamas, como o fogo, o sentia ardendo como só ele em sua palma. Elena olhou a palma de suas mãos, e seus dedos que seguravam a “bola em chamas” estavam completamente vermelhas, por mais que sentira queimar suas mãos e vira com seus próprios olhos suas mãos vermelhas latejantes, não podia acreditar que havia se queimado, pois, a bola estava no chão intacta, e Morgan não expressara nenhuma reação já que também segurava a bola ao mesmo tempo que Elena e não tocaram e nenhum outro lugar, nenhuma reação a não ser seus olhos que estavam praticamente de outra cor como se fosse mais terrosa e avermelhada. Elena puxou as mãos da filha para mais perto de seu corpo sentira as mãos de Morgan frias em relação a sua efervescente, foi virando as palmas das mãos de Morgan lentamente para cima. Realmente quem assistira a essa cena achara Elena uma doida de pedra, ou que a bola estivesse envenenada.

-Por que... Por que eu me queimei e você não? –Perguntou Elena para Morgan olhando as palmas das mãos da filha que estavam como sempre, será que Elena estava ficando louca? – Você não sentiu nada Morgan?

-Sim senti, mas eu não queimei minhas mãos, queimei minha alma, a senti arder de ódio como se algo quente me consumisse por inteira, e fosse transmitido para a bola, mas eu não era minha intenção queima-la mãe, simplesmente aconteceu. – Os olhos de Morgan agora estavam se enchendo de lágrimas, ia se avermelhando por conta das lágrimas mas, conforme a raiva passava voltara a cor normal aos poucos, a garota era realmente forte e corajosa, mas não resistiu abraçou a mãe e começou a chorar.

-Calma minha filha, isso deve ser normal. – Disse Elena abraçando sua filha sem poder direito, via suas mãos inchando, tentando tranquilizar sua filha, sem entender oque estava acontecendo pensava, como seria possível?

-Isso não é normal, nunca vi nem ouvi falar de ninguém que faça isso, é como se eu tentasse ferir alguém, se as pessoas souberem disso vão ficar com medo de mim, eu sou ruim mãe... Deve ser por isso que meus verdadeiros pais me deixaram na sua porta. – Morgan chorava, e se distanciava de Elena com medo de feri-la novamente.

-Eu não tenho medo de você Morgan, eu te amo e garanto que você é especial, é uma garota boa, não ligue para o que as pessoas dizem sobre você seus pais não tiveram escolhas. – Elena se segurava para não chorar, ali ela sabia que Morgan era especial, mas Elena se perguntava, ser especial é realmente ruim? Seja lá oque Morgan tenha, há de ser feliz enquanto tiver alguém para ama-la e cuida-la.

Antes de a pequena Morgan chegar a Rua dos Trigueiros, Elena era casada com o senhor Tom Bradley, um senhor que jovem já fora muito bonito e famoso alias, mas que ultimamente se encontrava muito velho e doente. Os dois formavam um casal muito bonito, se amavam de verdade, provavelmente se essa doença não os atacasse como um lobo feroz e cruel eles se amariam e seriam felizes até a morte. Elena que também já fora uma jovem muito bonita e cheia de energia, encontrava-se apenas para cuidar do marido que, ao invés de melhorar sua saúde estava piorando cada vez mais, em conjunto com essa valsa da vida a alegria e a vontade de viver de Elena estava se esgotando junto aos dias de vida de seu marido que falecera um pouco antes de Morgan chegar a porta da casa de numero dez, Elena realmente se perguntava até hoje como e porque de tantas portas com tantas pessoas Morgan parou exatamente na porta dela, Elena não acreditava em destino, mas se você acredita igual eu, com certeza foi ele aprontando mais uma das suas peripécias divinas da lei da vida. Mas como se não bastasse Elena estar triste e solitária e Morgan aparecer para alegrar os dias dessa tão bondosa senhora, Elena já estava um pouco velha, não irei citar a idade dela aqui, mas você pensa oque quiser, o que é um pouco velha para você? Algumas pessoas realmente acharam uma loucura Elena cuidar de uma criança tendo a idade para ser avó dela e nunca ter tido um filho antes, não tendo mais forças e não tendo ninguém para ajuda-la. Porém, esse não foi o verdadeiro problema de Elena, pois já estava acostumada com as pessoas a julgando a todo o momento, falando que tomava atitudes bastante loucas ou que até mesmo a própria era louca, Elena já era conhecida por suas histórias loucas em toda região, quando adotou Morgan foi apenas mais uma para sua coleção, confesso que Elena pensou em doar Morgan no começo, isso você pode ver, mas o amor sobressaiu, explodiu e dominou o coração de Elena. O problema estava em que conforme os anos foram passando, Elena pegava o jeito para coisa, as artimanhas, o amor a dedicação iam aumentando, e se você acha q não pode piorar leia só, a cada ano Morgan fazia mais coisas estranhas, quebrar a mamadeira com o olhar foi uma delas isso se “você” considerar, mas muitas outras aconteceram, a pior até agora eu já estou contando a você, Elena já estava muito apegada a menina, porém coisas estranhas aconteciam o tempo todo, Elena e Morgan faziam de tudo para que ninguém mais ficasse sabendo e não as chamassem de loucas da casa numero dez, a única pessoa que sabia de tudo até então era Cris a única amiga que Elena podia confiar e contar seus segredos.

-Como você fez isso Morgan, como você colocou fogo em minhas mãos? – Elena perguntou baixinho a Morgan.

-Eu não sei, simplesmente aconteceu. – Disse Morgan se afastando de sua mãe e recuando para traz, olhando a multidão que se formava ao seu redor, ouvia-se cochichos como “ Ela colocou fogo na mão daquela mulher com o olhar” “Ela é uma bruxa” o olhar de raiva e indignação de Morgan ia amentando seus olhos que antes estávam gotejando agora estavam avermelhando ou melhor ficando terrosos, suas mãos contorciam e fechavam, ela bufava de raiva.- EU NÃO SOU LOUCA, MAS EU TAMBÉM NÃO SOU UMA BRUXA!. – Gritou escandalosamente, provavelmente a maioria das pessoas que estavam ali ouviram já que os cochichos pararam quase que instantaneamente com o berro, continuou só que dessa vez um pouco mais baixo. – Eu só queria que essa bola não estivesse furada!- Nesse momento a bola como num piscar de olhos voou em direção ao céu em linha reta muito rápido, algumas pessoas que estavam assistindo ao espetáculo já desde o começo gritaram se esquivaram, olharam para o céu a procura da bola, o sol cegava a todos, maldita bola que foi bem em direção a ele, ouvia-se um barulho dessa vez, sim, rangidos de ferrugem, gritos de mães, crianças faziam parte dessa nova melodia e... Uma coisa voltara do céu e pelo barulho parecia estar voltando depressa. A confusão que Morgan e suas periferias fizeram desta vez que mais parecia um espetáculo, garantiram ao publico uma visão privilegiada para jugar Morgan e Elena de loucas, bruxas e sabe-se lá mais oque, porém ninguém quis ficar ate o final do espetáculo para ver oque estava prestes a acontecer, fique tranquilo irei contar tudo a você, mas enquanto essas pessoas correram o mais longe que puderam, se empurram e gritaram o mais alto que puderam também, mães curiosas e fofoqueiras pegaram seus filhos e fugiram, até quem não estava prestando atenção no espetáculo gritou e fugiu, vou lhe contar como terminou essa historia. A melodia que antes se completava com rangidos de ferrugem para lá e para cá de crianças brincando sessou, e agora estava com gritos de desespero tanto de crianças quanto de adultos e o som da “coisa” caindo completava, as nuvens iam fechando o céu fazendo-o ficar numa cor cinza horripilante, um vento gelado e muito forte tomou conta do lugar, parecia vir de todos os lados. Todos correram, esqueceram carrinhos de bebes, bolsas, celulares entre outras coisas. Elena que estava sentada, pegou sua bolsa e foi buscar Morgan que era a ultima que precisava sair dali, já dava para ver uma faísca de fogo no céu vindo em direção a Morgan quando Elena enxergou os olhos de Morgan totalmente vermelhos sangue, estava paralisada e pálida, o vento batia eu seu cabelo revirando-o para lá e para cá mas Morgan nem se mexia, trovoes começaram a cair, relâmpagos ao longe estrondavam os ouvidos e o céu ia ficando cada vez mais escuro.

- Vem para cá filha, corre. – Elena gritou correndo e estendendo a mão em direção a filha, quando de repente um clarão que veio do céu como um raio caiu em Morgan e cegou todos naquele local o barulho que fizera deixara todos surdos e atordoados por um instante, todos mesmo. O vento que soprou era tão forte que derrubou a maioria das pessoas que restavam ali no chão, principalmente Elena que era a pessoa que estava mais perto de Morgan. De onde vinha aquele clarão vinha também muita ventania, juntamente com o raio um barulho extremamente alto foi ouvido, toda essa cena aconteceu muito rápido, em seguida a luz foi se apagando e as pessoas que haviam caído se levantaram e fugiram as prestes pois já conseguiam enxergar razoavelmente, Elena conseguiu se sentar mas infelizmente não tinha forças suficientes para se erguer, todos foram em bora só restara Elena e Morgan. Depois que o clarão se foi totalmente, o céu continuava a trovejar e a escurecer, como num passe de magica Morgan se mexeu, respirou fundo, olhou para todos os lados, os olhos de Morgan estavam voltando a cor normal, aparentemente Morgan não estava entendo nada “onde estão todas aquelas pessoas?” pensava, mas como se não bastasse via sua mãe Elena ali, sentada chorando, Morgan tinha uma expressão de dúvida como se durante a explosão do raio tivesse se desligado e só tivesse se religado agora, sem saber o que fazer correu até sua mãe, quando chegou nela se abaixou pegou na mão dela e disse:

-O que houve?

-Você é especial minha filha. - Elena disse chorando e olhando fixamente uma esfera em chamas flutuante que estava atrás de Morgan.

-Como assim especial o que eu fiz com todas aquelas pessoas mãe?- Morgan viu reflexos de chamas no chão ao mesmo tempo que via os olhos de sua mãe arderem em chamas refletidas de uma esfera, ela se virou para trás mal conseguiu ver realmente a esfera que estava completamente em chamas, quando simplesmente as chamas se apagaram, revelando uma bola, a mesma que antes estava furada e murcha, só que desta vez cheia, como se o efeito da gravidade entrasse em ação, a bola caiu no chão, cheia e nova quicou, quicou e quicou, rolou um pouco até chegar a Morgan exatamente do jeito que a queria , Morgan estava espantada dava para ver em seu olhar, ela arriscou pegar a bola lentamente com as mãos tremulas e ainda apavorada segurou e ergueu a bola em suas mãos tudo parecia ser tão real quanto uma bola voar em chamas, ou seja, é claro que as duas não acreditavam em que seus olhos viam, mas sabiam que era real, bem no fundo sabiam.

-Como a mesma bola que antes estava murcha e velha agora esta completamente cheia e nova ? Como ela flutuou, como pegou fogo, como...- Elena encontrava-se desacreditada em tudo, sua cabeça estava cheia de dúvidas e dualismo, suas pernas não davam um sinal de vida e Elena continuava sentada.

- Não sei, eu juro que eu não fiz por mal, eu só queria brincar com a bola. – Morgan disse desesperadamente, cortando a fala de sua mãe.

As duas encaravam a bola, quando Morgan a colocou em seu colo, e uma de suas lágrimas posou-se na bola, e Puff... a bola desapareceu, nenhum vestígio, nada, simplesmente todo o show com música, plateia, tinha acabado. Não para todos é claro, para Morgan e Elena ainda restavam às dúvidas de um dia tão revelador.

...

-Filha deixe-me dizer uma coisa... – Elena suspirava enquanto não pode deixar de notar que sua filha não parecia triste com a carta, pelo contrário, uma carta dessas vinda de alguma escola de bruxaria poderia esclarecer todas as dúvidas da pobre Morgan, sobre tudo de estranho que havia acontecido com ela. – Essa carta... pode ter vindo de alguém muito maldoso, que soube das coisas que aconteceram com você, e quis, sei lá, deixa-la intrigada.

- As coisas que aconteceram comigo, não são “coisas” foi bruxaria, eu sou uma bruxa, ou tenho poderes, mas seja lá oque for, fala serio mãe... não é tão ruim assim, vamos lá! Tenho poderes, posso limpar a casa toda para você, e muito mais olha só... eu posso ir para essa escola de poderes e bruxarias e aprender a controlar meus poderes, posso ajudar muitas pessoas...

- Morgan... não sei se é uma boa ideia, nunca ouvi falar numa coisa dessas escola de bruxaria e poderes, parece piada.- Bem no fundo, Elena sabia que se mandasse Morgan à uma escola dessas, a vida dela poderia se complicar ainda mais. Por não saber os verdadeiros pais adotivos de Morgan, Elena sempre teve medo e dúvidas sobre o passado dessa menina, mas era impossível não notar, como Morgan era astuta, esperta, uma garotinha de muitas qualidades que certamente gostava de explorar, investigar, há quem diga que se parece muito com Elena, pois a mesma, também tinha muito disso em si na juventude, Elena, era esperta, gostava de investigar histórias e principalmente viajar pelo mundo todo.

julia Moreira
Enviado por julia Moreira em 12/11/2016
Código do texto: T5821360
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