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O Desenhista - Capitulo 3: A Visita

No dia seguinte, acorda muito cedo com o despertador tocando a toda. Fica algum tempo olhando em seu guarda roupa. Hoje queria ficar mais bonita e fazer-se notada, coisa que desde que terminou com Felipe não pensava. Escolhe um vestido lindo e bem fresquinho. Tipo macaquinho, em tom de azul marinho, com estampa de coraçõezinhos brancos. Um belo decote em V, mangas tipo bufante e um laço charmoso ao meio. E segue para um demorado banho. Sentindo o deslizar macio da água em sua pele. Percebendo cada parte de seu corpo. Gozando assim, do que de mais sublime é ser mulher... Sai do banho, olha-se no espelho admirando-se e achando-se mais bela. Segue para o quarto. Pega seu óleo hidratante passa em todo corpo. Perfumasse. Veste-se. No cabelo faz um coque despretensioso. No rosto uma maquiagem bem suave. Acessórios poucos e leves. Com receio de não conseguir chegar no horário, toma um café rápido e faz dois sanduíches para levar. Pega sua garrafa de água, sua bolsa e rua. O trajeto até o metrô era rápido. Assim chegando na hora combinada. Rodrigo já a esperava, andava de um lado a outro, um tanto impaciente. Alice faz sinal e se aproxima. Quando estava junto dele sentia-se tímida e um pouco atrapalhada, nunca sabia muito o que dizer e como agir.
“Bom dia! Fiz você esperar muito?”
“Hola! No. Cheguei agora también.”
“Podemos ir? Ainda temos um longo caminho pela frente.” – pergunta fitando-o atentamente e reparando em cada detalhe seu.
Ele vestia bermuda, sua camiseta básica e charmosa de sempre e por conta do sol óculos escuro, que lhe dava ainda mais charme. Parecia inquieto e apressado. Nem se quer reparou que ela havia se produzido toda.
“Si, podemos. Estou curioso para conhecer esse projeto. Em meu país participei de algo parecido. Dei aula de desenho a crianças pobres.” – comenta Rodrigo enquanto seguem apressados.
“Olha só!! Que bacana! Ana comentou. Disse que por isso escolheu você para vir comigo. Seria bom se fizéssemos algumas anotações e perguntas.”
“Também acho. Siempre carrego papel e caneta para onde vou. Podemos ir pensando nos temas.”
“Boa idéia!!” -  expressa Alice não conseguindo esconder sua animação a cada palavra pronunciada de Rodrigo.
Diante do entusiasmo, um tanto sem propósito de Alice, o rapaz fica sem graça e não sabendo muito como agir. Passam o trajeto todo discutindo o trabalho, assim o tempo passa despercebido.
Assim que chegam são recebidos por uma belíssima moça.
Morena, alta, magra, cabelos negros, longos e esvoaçantes.  Usando um vestido super curto, desses bem colado ao corpo, junto a um atraente decote. Alice percebe os olhares de interesse de Rodrigo, que chega perder a fala. Ela se apresenta aos dois e para má sorte de Alice é ela quem vai mostrar a ONG a eles e passar todas as informações necessárias. Era uma casa modesta, porém grande e acolhedora. A decoração era de poucos moveis, muitos quadros e desenhos a parede, aparentemente dos alunos. Ela apresenta cada espaço e conta sobre o começo do projeto. Rodrigo maravilhado com a beleza estonteante da moça, não consegue desviar seus olhares, esquecendo-se de Alice. Que fica completamente deslocada. Eles anotam algumas coisas, fazem perguntas e gravam toda a conversa, para se certificar de que não se esqueceriam de nada.
O terreno era grande. Com um belo espaço e área externa. Onde os alunos poderiam aprender na prática o que era aprendido na tão importante teoria.  Já havia se passado boa parte de tarde e Rodrigo engatou em um papo, que já nem era mais sobre o trabalho, nem viu que já havia se passado a manhã toda.
“Desculpe interromper o papo animado de vocês. Mas acho que já temos informações suficientes Rodrigo. Vamos? Ou você prefere ficar mais?”
“Nossa! Desculpe nem vi a hora passar. Vamos sim. Voltamos juntos.” – diz Rodrigo percebendo a aparente irritação de Alice.
Eles se despendem. E seguem caminhando ruma ao ponto de ônibus.
“Desculpe mais uma vez Alice. Acho que acabei me empolgando um pouco demais. É que acredito muito que nossas vivências possam servir de exemplos a alguém.”
“Ah sim também acredito nisso. Mas já estava ficando cansada. Levantamos muito cedo né. Você vai descer onde? Sabe como voltar sozinho?”
“Sim sei. Nossa só agora me dei conta de que não comi nada. Estou com uma fome. Acho que vou parar em algum lugar para comer. E preciso comprar um material de desenho.”
“Acabei esquecendo que trouxe dois lanches. Quer um?”
“Tem certeza? Não vai comer?”
“Não. Trouxe um para você. Quanto ao material, dependendo do que for, tem uma papelaria muito perto de onde vou descer, no metro. Se quiser pode vir comigo e passar lá.”
“Gracias! Ainda não conheço muito São Paulo. Se não for muito cara vou pegar algumas coisinhas.
Assim chegando no metrô desembarcam e logo chegam a papelaria. Ele consegue tudo que precisava com preço bem bacana. Ainda fica muito tentado a levar uma belíssima prancheta de desenho com prendedores excelente para trabalhos ao ar livre, o que ele gosta muito. Mas, pensa mais sensatamente e acha que não seria o melhor momento. Saindo da loja Alice pergunta:
“Já sabe onde vai comer. Tem uma padaria muito boa aqui perto. Os preços lá não são tão caros. Mas se aceitar poderia ir comer comigo lá em casa. Adoraria que fosse.” – diz ela mais animada do que deveria.
“Não quero te dar trabalho. Como qualquer coisa em qualquer lugar numa boa.”
“Imagina. Não vai ser trabalho algum. Está quase tudo pronto só descongelar. Ontem foi dia de cozinhar. Já fiz para a semana toda. Assim economizo e não como sempre fora. Minha casa fica aqui perto, podemos ir caminhando ou pegar um ônibus. O que prefere?”
 “Vamos caminhando.”
Eles seguem andando e conversando agora sem pressa. Passado uns quinze minutos eles chegam a seu apartamento. Um prédio baixo de poucos andares. Rodrigo não deixa de reparar no charme do bairro e da construção.
“Nem parece aquela São Paulo desenfreada que conheço. Deve ser muito bom morar aqui.”
“Ah sim, não perece mesmo. Tive muita sorte de conseguir esse apartamento. Estava alugado para um amigo de minha mãe e ele me indicou! Os alugueis estão muito caros aqui. Hoje não sei se conseguiria.”
Eles sobem. E Alice diz:
“Sinta-se a vontade. Vou guardar minhas coisas e já volto.”
Rodrigo senta-se ao sofá e fica esperando. Ela demora um pouco mais, deixando ele um tanto impaciente. Então, resolve dar uma olhada pela sala. Logo vê uma bela estante e livros e comenta:
“Olha só! Você realmente é amante os livros. Belos exemplares.”
“Hehehhe. Sim, gosto muito. Desde criança eu sou rata de biblioteca e sebos, como dizem aqui. Mas, com certeza não chega nem perto a sua lista de livros favoritos do face. Acho que você não entra muito no facebook? Eu te adicionei e deixei um recado. Nossa sua lista de livros é de fazer inveja...” - responde Alice voltado a sala.
“É, não entro sempre no facebook. Que nada. Apenas sou alguém curioso demais e gosto de aprender sobre coisas novas. Sempre que tenho um tempo livre estoy lendo. Quer alguma ajuda na cozinha?”
“Nossa!! Seria tão bacana se as pessoas tivessem o pensamento como esse seu. Não precisa. A menos que você queira fazer um suco. Tenho limão e laranjas lima. A comida está praticamente pronta. É só descongelar, como eu disse, e vou fazer umas batatas.”
“Com o calor que está fazendo um suco cairia bem.”
Enquanto ele faz o suco, ela termina de arrumar a mesa e fritar as batatas.
“Espero que não se importe: a comida é bem simples. Eu costumo cozinhar uma vez por semana. Fiz um refogado de frango, que vai me render um estrogonofe e ainda pode servir para outras receitas.”
“Com a fome que estou posso dizer que comeria até pedras. Jejejejej. Brincadeira. Fique tranquila, não sou chato para comidas, como de quase tudo e adoro frango!! Só dou preferência a alimentos mais saudáveis. Acredita que não sei o que é refrigerantes a anos!!”
“Olha só que bom! Eu às vezes ainda tenho vontade de guaraná, quando está muito calor, e acabo tomando. Também prefiro comidas mais saudáveis e gosto muito de sucos. Embora, um bom vinho de vez em quando caia muito bem.”
“Bacana! Tambien gosto muito de vinhos. Só que os bons não são muito baratos aqui! Por isso e por conta do calor tenho bebido mais cerveja.”
“Eu já não sou muito fã de cerveja.”
“Hummmm... Humm... Ficamos falando e nem agradeci: Gracias! A comida está deliciosa. Foi você mesmo quem fez? O frango está super macio.”
“Não acredita é? Sempre que tenho tempo gosto de cozinhar. Ajuda também a dessestressar da correria do dia a dia!”
“Acredito. Nossa nem lembro mais o que é isso. Estou fora de casa e viajando há tanto tempo... Sinto falta do tempero de minha mãe. Ela cozinha com tanto carinho.”
“Imagino. Acho que sentiria o mesmo. Há alguns meses fui selecionada para uma bolsa de estudos nos EUA. Na verdade eu e meu ex namorado. Nosso antigo desenhista. Mas, não me senti preparada a largar tudo aqui no Brasil. Também, ele me pediu em casamento, às vezes não nos achamos prontos para largar o ninho. Nossa desculpe Rodrigo, mal nos conhecemos e eu aqui te aborrecendo, falando de assuntos tão pessoais e desinteressantes!”
“Não se desculpe. Eu às vezes, também tenho essa mania de falar de coisas muito pessoais minhas. Só é ruim quando acabamos falando para as pessoas erradas! A comida estava deliciosa! Gracias! Preciso ir. Também não quero tomar muito seu tempo. Ah, só uma coisa: tenha certeza que já deve ter lido tantos livros quanto eu. E se não o fez, sei que o fará!”
“Ahahaha. Obrigada pelo incentivo. Fico contente que tenha gostado da comida.”
 Eles se despedem e ela o leva até a porta. Volta, lava a louça e segue para o banho. Um tanto preocupada, fica pensando no que Rodrigo havia dito sobre falar sobre si as pessoas erradas. Poderia ele, com seu jeito todo alegre e sorridente, ser essa pessoa? Alice não sabe o que pensar. Termina seu banho e resolve organizar as informações que pegaram na ONG. Aproveita para rever as fotos tiradas e separar as melhores. Quando de repente toca seu cel., era Ana.
“Oi amiga!! E ai ta sozinha? Já está em casa? Só liguei para saber se correu tudo bem. Espero que não tenha tentado agarrar o Rodrigo!”
“Hahahahaha! Já estou em casa. Você realmente cismou com isso. Pode ficar tranquila, eu nem de longe, pensei em tentar agarrar o Rodrigo. Fique sabendo, que nem que eu quisesse agarrar ele, eu conseguiria! Ele só tinha olhos para aquela tal Tatiana. Aquela morena das fotos. Foi ela quem nos recebeu. Eu estava indo agora passar as anotações a limpo.”
“Falei!!! Você sabe até para quem ele estava olhando! Aposto que ficou vigiando seus olhares!?”
“Claro que não né! É que ele ficou tão, mas tão desligado por conta dela, que não prestava atenção em mais nada. Tive que chamar atenção dele várias vezes. Engataram num papo que quase larguei ele lá. No fim ele acabou voltando comigo e almoçou aqui em casa, mas só isso.”
“Hahahaha! Isso não te lembra alguma coisa? Um dia ainda vou te ouvir confessar que está caidinha por ele.”
“Vamos mudar de assunto?! Depois você fala que eu não trabalho. Preciso ir passar as coisas a limpo enquanto ainda estão frescas.”
“Ok! Ok. Senhorita trabalhadeira. Amanhã nos falamos. Bom trabalho.”
Elas desligam e Alice vai para o computador. Transcreve o que gravou e junta às informações. Separa e escolhe as melhores fotos. Tudo terminado ela resolve checar seus email e dar uma olhada no facebook.
O dia estava quente e como haviam almoçado tarde, ela não estava com muita fome, mas resolve fazer uma saladinha leve e uma omelete rápida. Segue para cozinha, mas deixa o facebook ligado. Quando estava terminando de temperar a salada ela escuta um barulho de alguém chamando no imbox.  Ela corre para ver. Era Rodrigo.
“Oi Alice. Está por ai? Ocupada? Preciso te fazer uma pergunta rápida.”
“Pode falar. Só estava terminando de fazer uma saladinha. Chegou bem?”
“Sim, cheguei bem. Obrigado por perguntar. Por acaso não deixei um caderninho por ai? Já procurei em tudo que foi lugar. Anoto tantas coisas nele. Seria uma pena perde-lo.”
“Nossa que chato! Um minuto que vou ver se ficou na sala.”
Ela vai até a sala e olha por alto. Seguido procura com mais cuidado e nada.
“Rodrigo. Acho que você deve ter perdido mesmo. Olhei em tudo. Tem certeza de que ele estava com você? Será que não deixou em outro lugar?”
“Sí, tengo certeza de que estava com ele. Não ando sem. Ganhei de um grande amigo e guardo nele minhas recordações de viagem. Enfim! Vou continuar procurando. Gracias!”
Eles se despem e ela volta à cozinha. Termina a comida e janta sem muita pressa. Depois resolve dar mais uma olhada na sala para ver se realmente o caderno não ficou por lá. E para sua surpresa quando tira todas as almofadas do sofá ele estava lá! Caído bem no fundo. Ela o pega com as mãos trêmulas. Olha sua capa surrada de couro desgastado do tempo. Ajeita-se no sofá; Absorta, fica imaginando o que teria ali. O que de tão importante ele não queria perder. E como nos grandes dilemas da literatura, Alice com ele em mãos, sente uma vontade descomedida de lê-lo. Mas, por se tratar de algo tão pessoal, sabe que não deveria. Fica um tempo o admirando, olhando sua beleza, sentindo sua textura e o peso de sua importância! Não aguentando tamanha curiosidade que a tomava por dentro, o abre.   Em sua primeira pagina com letra muito caprichada, escrito um trecho de um excelente poema de Fernando Pessoa:
“Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo...”
Ela Emocionada por ser um de seus poemas favoritos, continua a ler. Nele muitas recordações de viagem, mais poemas, reflexões sobre a vida e vez por outra algum desenho. Continua folheando, quando, lá pelo meio do caderno, se depara com o desenho de uma belíssima moça. Desnuda, pegava duas paginas, sentada a uma cadeira e de costas. Era magra, morena, suas curvas salientes, seus seios médios, seus cabelos longos e levemente cacheados. Alice assim pode ver que era Rodrigo realmente um artista de muito talento. Seus traços eram precisos e retratavam lindamente a beleza e a delicadeza do corpo feminino. Já em seus escritos demonstrava ser uma pessoa segura de si, firme em seus princípios, mas sem medo de transparecer suas inseguranças. Alice a cada linha e cada traço sentia-se cada vez mais atraída.
Ela volta ao facebook e vê que Rodrigo ainda estava online. Pensa como ele deveria estar chateado e resolve avisá-lo que achou.
“Oi Rodrigo. Ainda está por ai?”
“Si. Diga.”
“Então, dei mais uma olhada na sala e achei seu caderno. Estava caído atrás das almofadas do sofá.”
“Gracias por avisar!!!! Já estava bem chateado. Você Pode me levar amanhã?”
“Claro. Levo sem problemas. Mas tenho que confessar fiquei curiosa em dar uma lidinha. Você se importaria?” – Diz Alice em tom mais sério, tentando testá-lo para ver o que ele diria.
“Aposto que não leria nada de interessante. E não repare que não sou nenhum grande escritor, desses que você está costumada a ler, sou apenas um simples desenhista. Mas, se você realmente quiser, eu não me importo.” – diz Rodrigo em aparente tranqüilidade.
“Hehehe. Desculpe. É que sou muito curiosa. Pode deixar que amanhã levarei seu companheiro são e salvo!”
Eles se despendem Rodrigo, Rodrigo apresar de dizer não ligar muito, não gosta muito da idéia de ela ler seus escritos.
“Mas o porquê será de tanta curiosidade? Tomara que ela tenha dito só de brincadeira. Tomará! Porque se ler, o que será que ela pensará de mim? Que sou louco aposto! E pior tarado!!!” – pensa Rodrigo.
Ele resolve ficar mais um pouco na internet e terminar de ler um livro que baixou. E Alice ouvir um pouco de musica e ler algumas entrevistas.
“Hehehe. Agora quem se vingou fui eu. Ele vai ficar doidinho pensando em mim... Querendo saber se eu li seu ‘diário’. Ai...Ai... Quem mandou ele plantar caraminholas na minha cabeça!” – de repente os pensamentos de Alice são interrompidos por alguém chamando via imbox:
“Jura que não se esquecerá de levá-lo?” – pergunta mais uma vez Rodrigo.
 “Hahaha. Eu prometo que não vou me esquecer Rodrigo! Mas só depois de passar a noite inteirinha degustando cada pagina dele. – diz Alice tentando, mais uma vez, parecer séria.
“Nossa!! Logo você, essa moça tão delicada sendo malvada comigo?! Não tem pena de mim?”
“Ahahahah, desculpe... Não resisti à brincadeira. Costumamos dizer que nos brasileiros temos muito senso de humor.”
“Espero que seja mesmo. Bom, vou terminar uma leitura. Até amanhã Alice. Bom descanso.”
       “Para você também Rodrigo. Até.”
Ela termina de ver umas coisinhas na internet e cama. Deixa um pouco a teve ligada. O dia havia sido atribulado e tinha levantado mais cedo do que de costume, mas o sono teimava em não vir. Ela não conseguia parar de pensar em tudo que havia lido e na maneira que havia falado com Rodrigo. Não se recordava de ter agido dessa forma antes com nenhum outro. Pela primeira vez sentia-se confiante e segura de suas qualidades. E por algum motivo, que não saberia dizer bem qual, algo em Rodrigo a instigava e a deixava tentada a provocá-lo. Talvez fosse por ele ser um leitor voraz, assim dominador das palavras, e ela alguém que gosta de escrever. Ainda com esse turbilhão em mente, pouco depois adormece.
Catarina Cervelleira (musiknonstop)
Enviado por Catarina Cervelleira (musiknonstop) em 11/01/2017
Código do texto: T5879295
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Catarina Cervelleira (musiknonstop)
São Paulo - São Paulo - Brasil, 36 anos
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Catarina Cervelleira (musiknonstop)