OS ASSALTANTES

– Trouxe os bagulhos?

– Sim! Este treco aqui abre qualquer coisa.

– O Papagaio? Não veio?

– Não! Ele arranjou um trampo no posto da esquina.

– Droga! A gente nunca consegue fazer as coisas direito. – Melhor! Não temos que dividir com ele.

– Vamos nessa que ta ficando tarde.

Os dois amigos juntaram as mochilas e saíram. O velho barraco abandonado servia de sala de reuniões quando precisavam planejar o que iam fazer. Garotos pobres vivendo numa grande cidade. Viram-se como podem. Nico e Ramiro, sustentam-se com pequenos roubos e recentemente estão as voltas com projetos mais ambiciosos. Andam furtivamente esgueirando-se pelas escuras ruas do bairro. O alvo, uma loja de roupas da qual já haviam levado algumas peças que renderam uma ninharia. Agora iriam tentar o cofre. Ramiro conseguira um aparelhinho que poderia abrir qualquer cofre de médio porte. Arrombar a porta dos fundos não foi difícil, com o alarme fora de combate respiraram fundo e foram à cata do cobiçado cofre. O aparelhinho possuía uma base magnética e era só ficar ouvindo os cliques a cada ponto e girar o aparelho na direção indicada. Uma hora mais tarde, viva! Estava aberto. Havia duas sacolas.

– Cara! Isto deve estar cheio de grana. Falou Nico apressando-se em recolher as sacolas enquanto Ramiro dava cobertura. Saíram da loja eufóricos e mal podiam esperar para contar a grana. Enquanto andava, Nico pensava em Sheila. Era vidrado naquela gata e ela só não estava com ele porque os negócios andavam ruins e a grana não dava pra nada. Mas, agora seria diferente, tinha certeza disso. Mal podiam esperar para chegar em casa e dividir a grana. Foram direto para o quarto. As sacolas estavam com cadeado na fechadura. Um problema a mais para atrapalhar. Depois de uma trabalheira conseguiram abrir uma sacola. Decepção, só havia papéis. Notas promissórias, cheques devolvidos e outros papelotes inúteis. A segunda sacola depois de mais um trabalho complicado apresentava o mesmo cenário desolador, papeis e mais papeis. Finalmente um envelope chamou a atenção, havia lá dentro duas notas de R$ 50, 00. Rabiscado do lado de fora, com lápis preto lia-se: “ Pagar à Tuca”.

– Droga! Cara! Acho que nós somos dois trapalhões que não conseguem nada. Não planejamos direito e nem escolhemos o alvo com cuidado. A merda da loja não guarda dinheiro nos cofres.

– Certo está tudo no banco. Só tinha o dinheiro da tal de Tuca.

– Banco! Palavra mágica! É isso! Vamos assaltar um banco.

– Você está louco! Banco é a maior complicação. Tem seguranças, tem esses alarmes modernos, GPS e sei lá mais o que!

– Nico! Acabo de ter uma idéia...

– Você tendo idéias? Você só tem um neurônio porque o outro queimou!

– Estou falando sério! Conhece o seu Raul?

– Aquele cara que a gente vê todo dia no boteco da Turca?

– Ele mesmo! Dizem que o cara vive de trambiques. É tido como um homem muito inteligente, Ele se sai sempre bem. Dizem que tudo o que tem ele afanou por aí. Só que nunca foi pego. Ninguém consegue provar nada.

Nico coçou a cabeça. Cinquentinha pra cada um era muita humilhação. Talvez o Ramiro tivesse razão.

– Certo! Vamos falar com ele.

– Será que ele topa?

– Não sei, mas pior do que está não vai ficar.

Dividiram os 100 reais e saíram. Iriam até o terreiro de ensaio da escola de samba. Precisavam pensar e relaxar um pouco.

– Ramiro! Aquele cara ali no canto não é o tal de seu Raul?

– É sim! Estamos com sorte. Aproximaram-se caprichando na mais pura ginga típica da malandragem.

– Tudo bem seu Raul?

– Tudo bem!

– Podemos falar em particular com o senhor?

– Qual o assunto?

– Bem, é que a gente andou tentando uns trambiques, mas não temos muita experiência e geralmente dá tudo errado.

– Espere! Aqui não é o lugar pra isso. Vamos fazer assim, marcamos amanhã na minha casa. Este é o meu cartão e mantenham o bico fechado. Sheila vinha entrando e Nico tratou de fazer um ar de importante.

– Ok! Combinado. Retrucou sem tirar os olhos da rapariga. Ela percebeu o seu Raul, bem arrumado, relógio caro e sapatos de grife. Aproximou-se discretamente.

– Oi tio! Tem um cigarro?

– Claro. Falou Raul tratando de buscar no bolso o maço de cigarros.

– Como é, Nico, e a grana aquela? A pergunta da garota foi como um tapa nas aspirações de Nico que tratou de remendar.

– Olha, deu um pequeno problema, mas até amanhã a gente resolve.

– Você é um conversador. Vive me passando a conversa, mas ta sempre duro.

– É isso aí rapazes, então falamos amanhã, certo? Falou Raul, já de olho na garota. Os rapazes despediram-se e Nico perguntou.

– Sheila! Vem com a gente?

– Corta essa! Vou ficar por aqui, paga uma cerveja tio? Falou dirigindo a Raul aquele olhar de súplica que tão bem sabia simular. Com essa os dois rapazes retiraram-se. Nico não conseguia esconder a decepção e o ciúme ao ver a garota jogando-se pra cima do velho.

– Claro, sente-se aqui. Retrucou Raul ajeitando gentilmente a cadeira para a garota sentar.

– Você é namorada do Nico, é esse o nome dele não?

– Sim, mas não sou namorada dele, ele vive me prometendo uma vida melhor, mas fica só na conversa.

– Talvez eu possa te ajudar, depende de você.

– Hei! Não sou dessas não! Ta certo que a grana faz muita falta, mas...

– Espere! Não é o que você esta pensando. Veja, eu vivo só e poderíamos fazer um acordo.

– Que tipo de acordo?

– Fique comigo um tempo, se a gente se acertar eu mudo a tua vida. Você estuda?

– Estudei até a quinta série, mas tenho que ajudar minha mãe e minha avó doente. Até gostaria de estudar mais pelo menos pra arrumar um emprego.

– Ok! Vamos até meu apartamento e conversamos lá. Está bem?

– Claro! Não tenho mesmo nada pra fazer, se ficar aqui, vou acabar saindo com um pé rapado qualquer. Raul pagou a conta e seguiram para o estacionamento. Ao aproximar-se do carro, Sheila suspirou.

– Nossa! Um Honda Fit? Puxa! Esse cara tem grana, parece que finalmente vai chover na minha horta, pensava Sheila enquanto sentava-se deixando estrategicamente as pernas à mostra. Chegaram ao apartamento e Raul a conduziu para o amplo living, bem decorado e confortável.

– Nossa! Uma TV de plasma de 42 polegadas? Meu sonho de consumo.

– 64 polegadas corrigiu Raul. Sheila virou-se e deparou com um inconfundível Picasso acima do sofá.

– Cara! Isso é um Picasso? Deve valer uma fortuna.

– Nem tanto! Só a tela, pinceis, tintas e paciência.

– Vai dizer que é falso e que foi você que pintou?

– Exatamente! O original é impossível. Mas, você parece ter uma certa cultura. Reconheceu o quadro.

– Gosto de pintura, até arrisco uns traços, mas falta formação, conhecimento do assunto. De onde estava sentada, Sheila podia ver o escritório.

– Puxa! Mais essa, olha só o computador, o som, é de tirar o fôlego. Raul ligou o som e ela embeveceu-se com os acordes de Days are numbers com Alan Parsons. Naquela noite, o velho a surpreendia a cada momento. Depois de uma pizza que ele encomendara e de um banho com direito a hidromassagem, foram para a cama e mais uma vez ele a surpreendeu. Fazia tempos que não sabia o que era um orgasmo, quanto mais múltiplos orgasmos. Nico tinha ejaculação precoce e os outros rapazes que conhecia estavam preocupados apenas consigo mesmos. Ela não conseguia conciliar o sono, até estava gostando do velho, mas precisava achar um jeito de tirar uma grana maior. Lembrou de Edinho. Um hacker seu amigo com quem mantinha contato pela internet. O Paulo da Lan House não lhe cobrava. Usava sempre que queria. É isso iria falar com ele.

Na manhã seguinte quando Sheila levantou, o velho já havia preparado o desjejum. Raul abriu a carteira e tirou duas notas de 100.

– Isto é para você. Eu vou sair pra tratar de uns negócios. Você pode ficar aqui se quiser. Se eu me demorar, pode fazer algo para comer. Talvez eu demore.

– Ok! Posso usar a internet?

– Sim! Fique a vontade. Era tudo o que ela queria. Mal o velho saiu foi para o computador. Vibrou com a presença de Edinho no MSN.

– Como vamos fazer pra tirar uma grana do velho?

– Isso é fácil, vou enviar um arquivo. Apenas execute que ele faz o resto.

Nico e Ramiro encaminharam-se para o endereço fornecido por Raul. Era uma casa de porte médio, de alvenaria e aparentemente estava vazia. Bateram na porta.

– Entrem pelos fundos, a porta está aberta. Falou Raul. Eles obedeceram. A casa estava realmente vazia e Raul estava sentado em uma cadeira, Havia mais duas e isso era todo o mobiliário do local. Os dois sentaram-se e Raul começou a falar.

– Tenho um trabalho para vocês. Dividimos da seguinte forma. Eu fico com metade pois vou investir no negócio. Vocês só precisarão fazer exatamente do jeito que vou indicar. Vamos roubar um banco, mas não aqui. Vamos para uma pequena cidade que possui pouco policiamento. O local é pequeno mas é uma região de pecuaristas muito ricos e portanto tem muito dinheiro. Venham comigo. O velho dirigiu-se para a garagem ao lado da casa.

– Enquanto viajamos, vou passando os detalhes pra vocês.

Seguiram para fora da cidade e 80 km adiante tomaram uma estrada secundária. Santo Augusto ficava distante dali, cerca de 75 km. Chegando a cidade, Raul contornou a praça e estacionou. Tirou um pedaço de papel do bolso e mostrou aos rapazes. O banco é aquele ali. O único da cidade. Nos fundos há uma garagem abandonada. A porta fica para o outro lado e dá para uma rua estreita que sai na quadra seguinte. Neste desenho está tudo. A parede dos fundos do banco faz divisa com a da garagem. A parte traseira do cofre fica bem no meio. O local onde vão perfurar está marcado com uma cruz em carvão. Antes, vamos até um outro local onde tenho as ferramentas e vocês irão treinar em uma parede. Vocês estarão aqui as 3 horas da madrugada. Terão uma hora para fazer o serviço. Eu os apanho as 4. Estarei em outro carro.

Seguiram para o local e depois de tomar conhecimento dos detalhes do plano treinaram toda a operação.

– Alguma pergunta?

– Não! Respondeu Nico.

– Ok, Há esta hora a cidade toda dorme e este banco nunca foi assaltado. Não há preocupação com alarme. Aquele lado fica fora do alcance. Agora vou deixar vocês num hotelzinho que também é o único da cidade. Tenho outras coisas para acertar. Raul os deixou no hotel e foi embora.

Neste meio tempo, Edinho já havia concluído a operação de limpar a conta bancária do velho. Combinaram que ela iria viajar até Catanduvas onde decidiriam como dividir a grana.

Chegando a hora combinada Nico e Ramiro estavam a postos. Rebentar o cadeado da porta da garagem foi moleza e furar a parede foi mais fácil do que o esperado. A parede do cofre ofereceu alguma resistência, mas nada que as modernas ferramentas fornecidas pelo velho, não pudessem dar conta. Encheram quatro mochilas com o dinheiro e apenas aguardavam a chegada de Raul. Foi então que a porta da garagem abriu-se e embora estivesse bastante escuro deu para perceber a figura de uma mulher, toda vestida de preto e com uma metralhadora em punho.

– Ok! Rapazes podem carregar as mochilas para o furgão.

– Mas! Falou Nico.

– Nada de perguntas. Falou a mulher. Bem ninguém iria discutir com uma metralhadora, então resolveram obedecer e carregaram as sacolas. Era um Fiat Fiorino de uma padaria.

– Agora entrem aí e bico fechado. Os dois obedeceram. O carro arrancou suavemente e eles ficaram pensando no que teria ocorrido. Não havia luz na parte traseira do furgão e eles não enxergavam nada. Algum tempo depois Nico falou.

– Puxa! Estou ficando com sono.

– Eu também, falou Ramiro bocejando. Foi a última coisa de que se lembravam.

Acordaram à margem de uma estrada de chão batido. Já estava amanhecendo e não tinham a menor idéia de onde estavam. – Porra! Que dor de cabeça. Aquela dona deve ter pulverizado alguma coisa para dentro, pra por a gente pra dormir.

Sheila desceu na rodoviária de Catanduvas e Edinho a estava esperando impaciente.

– Então! Falou Sheila.

– Deu zebra! Retrucou Edinho. – Limparam a minha conta com todo o dinheiro do velho, cinqüenta mil mais todo o meu dinheiro.

– Cara! Não brinque.

– Não estou brincando! Você não me disse que o velho também entendia tanto disso.

– Como eu ia saber? E agora?

– Ele deve ter percebido e localizado o cavalo de tróia, fez o caminho de volta e acessou a minha conta. Estamos duros.

– E agora o que vamos fazer?

–Nada! Claro que ele deletou o arquivo. Você ainda tem algum dinheiro?

– Sim! Dá pra passagem de volta e sobra algum.

– Então trate de voltar. Eu vou ter que me virar pra recuperar o prejuízo.

– Não dá pra chamar a policia?

– E dizer pra eles que roubaram o que havíamos roubado? Edinho despediu-se com um aceno e tomou a moto sumindo na esquina. Sheila desolada deu meia volta, restava fazer um lanche e tomar o ônibus de volta.

Ramiro examinou os bolsos, não havia um único centavo.

– Você tem algum? Perguntou ao amigo.

– Bem! Eu lembrei de colocar um pacote no bolso da jaqueta. Aqui está. Mil reais. Dá pra gente pegar um taxi e voltar.

– Menos mal, mas ainda teremos que andar bastante até encontrar a droga de um taxi.

Finalmente chegaram de volta a seu quarto. Um cômodo que dividiam próximo ao prédio que chamavam de escritório. Sheila os esperava e dava para perceber que estivera chorando.

– Droga! O velho me comeu, me deu 200 e eu estraguei tudo.

– Há, então você saiu com o velho? Falou Nico decepcionado.

– Claro! Cansei de esperar por você.

– Ok! Falou Ramiro. – Não é hora de brigar, vamos ver o que deu errado. Eu disse pra você que aquele velho é esperto. Ele nos usou, ficou com tudo e ainda passou a Sheila na cara direitinho. Ta na cara que aquela mulher trabalha pra ele, como ela ia saber?

– Nisso você tem razão. Vamos atrás dele. É o que podemos fazer. Vamos até a casa onde nós o encontramos.

Assim foi resolvido e os 3 foram até a casa, obviamente não havia ninguém. Nico andou até a casa da direita e bateu à porta.

– Pois não! Atendeu uma velha que nem caberia na porta de tão obesa.

– Não ali não mora nenhum Raul. O dono é o seu Miguel e a casa está abandonada faz tempo.

– Vamos pro centro. Falou Sheila, – Eu disse que ele mora num apartamentão. Passei a noite lá ontem.

Rumaram então para o apartamento do velho. Na portaria o guarda informou.

– Raul? Não. Ali mora o Dr. Antônio e ele viajou hoje sedo.

– Droga! Somos 3 azarados. Falou Nico, – Tentamos fazer as coisas, mas não temos competência. Encontramos um cara inteligente, mas inteligente demais pra meu gosto. Então estamos ferrados. Bem! Pelo menos não fomos presos. Raul, Antônio, Miguel, afinal nem sabemos qual é o nome do cara, se é que é algum desses nomes. Bem pessoal! Acho que paramos por aqui. Nós não temos queda pra esse tipo de negócio. Vou concertar minha caixa de engraxate e levar a vida.

– É vou voltar a entregar os jornais, rende uma merreca, mas é sempre certa. Falou Ramiro. Sheila por sua vez estava pensativa.

– Certo! Querem saber, vou tentar estudar, arranjar um emprego de doméstica ou arranjar um coroa que ganhe pra pagar as contas. Pra mim foi uma lição. Eu até já estava gostando do velho. Rico, bom de cama e aparentemente gostou de mim.

Passaram-se quase dois anos e Sheila vinha sempre que

podia e ficava horas esperando na pracinha em frente, na esperança de ver o Honda Fit chegar. Era véspera de natal, voltavam os 3 de seus afazeres. Nico com a caixa de engraxate às costas, Ramiro cansado de passar o dia entregando jornais. Sheila vinha da aula. Estava fazendo o supletivo de segundo grau e namorava um coroa que pagava suas despesas em troca de que ela ficasse com ele duas vezes por semana. Nico foi o primeiro a chegar, a féria do dia somava 30 reais. O suficiente pra não passar fome. A vizinha do lado estava na janela e falou.

– Oi Nico! Esteve aí uma mulher procurando vocês. Ela deixou um envelope pra cada um. Mulher? Deixando envelope, quem seria? Nico apanhou os envelopes e encaminhou-se para o barraco. Nico, Ramiro e Sheila. Um envelope pra cada um. Abriu o seu envelope e teve uma grande surpresa. Havia um cartão de uma conta bancária em seu nome. Uma poupança. Havia também uma carta, Nico abria para ler, quando Sheila e Ramiro chegaram. Ele entregou os envelopes aos outros. E começou a ler a sua carta. Dizia: “ Nico, desculpe, mas eu não podia estragar o futuro de vocês, era muita grana e isso iria fazer com que vocês estragassem uma grande oportunidade. A parte de vocês está guardada gerando dividendos. Fico feliz em saber que resolveram levar a vida a sério. Nesta conta tem 30.000 reais, use o cartão. O resto você receberá ao completar seus estudos. Eu estarei acompanhando e conforme o resultado eu deposito mais. Mas o total, só depois do diploma. Um grande abraço, Ass: Chico.” Nico olhou para os outros de boca aberta. Não sabia o que dizer. Ramiro leu sua carta que tinha o mesmo teor. Para Sheila ele escreveu. ““Sheila” já te perdoei, afinal você fez algo que passei a vida fazendo. No teu cartão tem 20.000. Só não tem nada pro tal de Edinho que tentou me ferrar. Soube que você está estudando. Isto é ótimo. Siga em frente. Quanto a mim, estou me aposentando. Graças aos teus amigos fico com o suficiente pra levar uma vida tranqüila. Espero que sejas feliz e encontre alguém decente que te faça feliz.”

– Chico! Caramba, como ele não se atrapalha com tantos nomes? Aposto que tem uma identidade falsa para cada um. Falou Sheila. – Bem Nico, afinal sempre gostei de você e talvez a gente possa agora casar, 30 + 20 da 50. Mas por favor, faz um tratamento pra essa ejaculação precoce ta? Saíram os 3 para comemorar. Discretamente é claro. Como iriam explicar de onde tiraram a grana?

– Bem, conheço um cara especialista em comprovar isso. Ele cobra só mil, é uma mixaria. Falou Ramiro, chutando a caixa de engraxate.

FIM

Lauro Winck
Enviado por Lauro Winck em 21/11/2010
Código do texto: T2628447
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