OBRA PERFEITA (um continho espiritualista)

 

A Natureza proveu o espaço, i'nda hoje sem dono. A vontade era una em vários corações e, os alicerces foram o estopim de partida, dando forma à nova casa de abraço e acolhimento.

 

Feminina, foi a primeira leva de palavras daquelas que constroem e, principalmente, reconstroem. Estruturas de carne corpo e líquido sangue, ali encontravam acolhimento e nova motivação. Muitas outras vozes se juntaram, a obra foi ganhando cara e esqueleto, um tijolo por vez, massa e cimento foram doados, muitos braços apareceram e, além de mãos postas, essas mesmas mãos subiram paredes e a abóbada.

 

Artistas trouxeram tintas, tantas lojas cederam os acessórios necessários e, as cores d'alma se apresentaram. A construção ganhava vida, muitos braços e pernas circulavam por lá, abnegadas mentes com propósito único, criar um ninho solidário, abrigo de toda alma desencontrada.

 

As crianças criaram um coro, que melodiava cada martelada, cada expressão sonora das furadeiras, das pinceladas e o grude do cimento se concretizava.

 

Outros montaram uma grande tenda, onde com as doações preparavam lanches e sopas de legumes reforçadas, tudo para dar sustento aos operários da fé. A obra crescia em detalhes, forte e abençoada.

 

A casa nova de Deus, não tem pastor, padre ou rabino, nem qualquer outro ecoador das palavras divinas. É apenas um ninho temporário de acolhimento, onde só o Bem, através das gentes do Bem se multiplicava. Se buscasse alimento ou cama, ali conseguia, caso a alma estivesse desalinhada, muitos ouvidos, abraços e palavras lhe reconfiguravam. Às vezes faltava o pão no prato e o banho, mas, ali receberia a acolhida digna, direito de todo o ser humano. 

 

A obra perfeita, dos filhos daqueles que tem Deus dentro do coração, segue abençoada por todas as forças positivas do Universo, pela boa vontade de muitos e pelas boas intenções, daqueles que devolvem em dobro, o amor e apoio recebido anteriormente em suas vidas. Isso é a verdadeira obra de Deus...sua presença invisível.

 

Cristina Gaspar
Enviado por Cristina Gaspar em 17/07/2023
Reeditado em 17/07/2023
Código do texto: T7838912
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