SEJAMOS SEMPRE GRATOS

SEJAMOS SEMPRE GRATOS

Tudo se oriunda de Deus! Portanto, tudo que recebemos são Dádivas de Deus - a Causa Primária de Todas as Coisas. A Inteligência Suprema do Universo. Assim, cabe-nos sermos gratos ao Criador eternamente. A nossa primeira gratidão é pela Vida que Ele nos Doa. E não nos doa só uma vida, mas sim duas vidas. A vida carnal efêmera e a vida espiritual eterna. E, se não podemos ter a vida corpórea pra sempre, por causa de sua finitude existencial, Deus nos proporciona como espíritos eternos, habitarmos e experimentarmos inúmeras vivências carnais, pela útil, indispensável e inevitável lei da reencarnação.

Tudo que se move e existe, é devido à Criação da Causa, que produz os variados efeitos energéticos e inteligentes constituídos nos princípios Material e Espiritual, nos quais, a Causa os preside e os governa incessante. Sabemos que, para sermos perfeitos como seres espirituais individualizados da Causa, temos que exercer um lento, porém contínuo trabalho de aprimoramento intelectual e moral nas diversas vidas carnais que habitamos, para que alcancemos o mérito da plenitude evolutiva ou a quintessência de nossa natureza espiritual.

As dádivas divinas nos servem e nos são úteis de várias formas, porque delas precisamos para vivenciarmos todas as nossas fases evolutivas. E é por Deus exercer a sua Doação Suprema, através da bondade, justiça e misericórdia, que também devemos retribuí-lo, doando ao nosso próximo o auxílio, a assistência, a boa convivência humana, para que a harmonia prevaleça nas relações sócio-afetivas. A gratidão, desse modo, se desenvolve pela caridade espontânea entre todos nós.

A nossa imperfeição momentânea dificulta muitas vezes, reconhecermos o que nos é oferecido por Deus, pela natureza e por outrem, que contribua para dar um rumo constante, embora estagnante em alguns momentos, ao nosso existir, seja carnal efêmero ou espiritual eterno. Isso se deve porque, enquanto evoluímos, principalmente na fase impura, ainda não temos a suficiência moral para que o bom uso do livre-arbítrio, do bom senso, seja predominante em nossas ações cotidianas.

Todavia, não devemos nos sentir culpados todo tempo por termos sido ingratos em algumas ocasiões, porque tudo, Deus permite que experimentamos (o bom e o ruim, o bem e o mal), uma vez que faz parte de nossa aprendizagem evolutiva, motivo pelo qual, a nossa consciência, temporariamente ignara, sofre por algum tempo pela prática dos malefícios morais, mas depois, sentindo a necessidade de corrigir-se, se redime das faltas, dentre elas a ingratidão, voltando a sermos gratos pelos benefícios recebidos.

A beleza de Deus reside em nossa alma mediante o sentimento sublime do Amor. Somos luminosamente belos, porque herdamos a Luz Amorosa de Deus em nosso espírito. A cada instante de nossa existência, durante a clareza do dia e a escureza da noite, devemos valorizar tudo que nos cerca, porque em tudo reside a simplicidade bela de Deus, preservando em cada coisa, a Beleza Suprema do Amor. Portanto, se somos belos à semelhança de Deus, o nosso olhar às coisas, no limite carnal e na expansão espiritual, deve ser de luminoso amor, mesmo que ainda não tenhamos a pureza moral no olhar.

Peçamos, louvamos, mas jamais esqueçamos de agradecer a Deus por tudo que recebemos para ter alguma utilidade em nossas vidas, sejam ruins ou boas, porque as ruins serão momentâneas, e as boas serão de toda eternidade. Desde os bens terrenos passageiros aos bens morais eternos. Se algo não está do nosso agrado, se não foi possível o que queríamos realizar, não reclamemos, não lamentemos, não sejamos queixosos e apressados na obtenção do que queremos, ao contrário, deixemos que Deus opere, e que o tempo, uma das personificações de Deus, se encarregue de tornar real os nossos intentos, pelo próprio mérito de termos adquirido o que almejamos.

Nascemos simples e ignorantes, porque Deus quer que conquistemos a nossa perfeição com luta, com dificuldade, com sofrimento, com dor, sem interferir em nosso livre-arbítrio, para sentirmos e valorizarmos o próprio existir que nos será eterno, e em cada instante dessa eternidade, pela experiência transitória nas vidas carnais, sentiremos a serena doçura da vitória em nosso sensível equilíbrio interior, em nosso alívio sentimental, em nosso bem-estar espiritual, perispiritual e corporal, pelo que devemos humildemente agradecer a Deus e aos seus fiéis mensageiros espirituais, pelas inúmeras dádivas que recebemos em todas as etapas experienciais, visando sempre o nosso melhor evoluir.

Os defeitos morais, tão prevalecentes no espírito impuro, nos estimulam a sermos ingratos, pela ausência de mérito no que recebemos, quando a razão se apraz com os atos ilícitos, e por isso mesmo, sentimos vergonha de agradecermos a Deus, que nos permite os erros com os efeitos danosos à consciência defeituosa, a despeito da sapiência divina saber que, em algum momento posterior, virá o arrependimento, sem que o Pai jamais desampare os seus filhos por completo, enviando os seus mensageiros, os seus anjos da guarda, os seus benfeitores encarnados e desencarnados, para acudir os que necessitam de um novo alento, irradiando-lhes boas energias e vibrações fluídicas, capazes de provocar-lhes pouco a pouco, a força moral provida de fé, esperança e perseverança, retomando a consciência ao caminho virtuoso através dos atos lícitos exercidos, o que lhes resulta, pelo bem-estar que sentem, em lembrar-se de Deus constantemente nos instantes reflexivos de prece simples e sincera, lhes expressando autêntica gratidão.

Deus é a Causa Eterna que possibilita os nossos propósitos existenciais, sejam carnais efêmeros ou espirituais eternos. Se realizamos os nossos desejos sem mérito, sentimos um prazer ilusório que nos vincula à estagnação evolutiva. Porém, se existe mérito em nossas realizações, imensa é a nossa satisfação moral, pois nos liga aos avanços evolutivos pretendidos, que, certamente, nos transformarão em vindouras encarnações, em seres espirituais regenerados, sentindo o alívio na razão sentimental de continuarmos a evoluir na escola terrestre melhorada, cada vez mais fortalecidos e edificados pela crença e confiança no Criador, o que nos faculta sermos sempre gratos a Deus, a natureza, a Jesus, aos Bons Espíritos, a tudo e a todos que nos cercam, e ao mérito consciente de empreendermos a nossa renovada compreensão espiritual, nos propiciando a indispensável reforma íntima.

Escritor Adilson Fontoura

Adilson Fontoura
Enviado por Adilson Fontoura em 21/09/2017
Código do texto: T6120487
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