SOCIEDADES SECRETAS - DOUTRINAS - TEOSOFIA

Doutrina divulgada por Helena Petrovna Blavatsky, significando a sabedoria divina e tendo por lema que não existe religião superior a verdade. Contudo, vemos vários ensinos de filosofias religiosas, em especial de budismo esotérico e de gnose cristã, bem como neoplatonismo e cabala. Fato é que nas Sociedades Secretas existe em grande parte a teosofia, e entre seus estudos senão diretamente, em revistas e palestras complementares há essencialmente essa doutrina. Exemplo central é a Maçonaria, que tem inclusive uma linha de interpretação mística, no autor Leadbeater, em sua obra “A vida oculta na maçonaria”, sendo uma linha teosófica, bem como Jorge Adoum, com seus manuais de graus maçônicos. Vemos que os símbolos de construção e arquitetura tomam tamanha simbologia que apenas fica restrito muito sentido somente aos iniciados. Assim ocorre em outras ordens, como a Rosacruz Max Heindel (Rosacrucian Felowship), onde a teosofia parece influenciar em grande escala. Da Rosacruz dessa linha há uma obra central, “O Conceito Rosacruz do Cosmo”, onde existem várias doutrinas bíblicas que explicam a gênese da humanidade e seus caminhos de evolução, dentro de uma linha cristã esotérica. Mas existem vários autores de teosofia, como Annie Besant e tantos outros, que encheriam um livro se os fosse citar. Mais que a quantidade, é a qualidade de seus escritos. As Sociedades Secretas têm muito a dever a colaboração da teosofia, seja diretamente ou indiretamente em seus ensinos.

Das doutrinas da teosofia fica bem clara a influência indiana e seu misticismo. Divide de início a ala em várias partes, diferente do espiritismo que acaba concentrando no espírito todo seu enfoque. A Blavatsky por sinal teria sido antes espírita e se decepcionado. Por exemplo, o Eu superior seria visto como Atma-Manas-Budhi, o que para cristãos seria o Cristo. Mas a noção de um Cristo não seria um homem, mas algo muito superior. Entramos assim na gnose e no neoplatonismo, que parece ser outra fonte de saber de Helena. Nas obras Doutrina Secreta e Ísis sem Véu, vemos várias análises da Bíblia e de crenças, num bom estudo de religiões comparadas. Isso é prato cheio de fraternidades iniciáticas como a Maçonaria e a Rosacruz, entre tantas outras, por unir homens de diferentes religiões. Não prosperaria uma fraternidade mística ou mesmo de troca material, sem a tolerância mútua entre homens de diferentes credos. Na Rosacruz Max Heindel é central a teosofia, e quando se lê seus ensinos, ou de autores da linha, vê-se claramente uma terminologia própria, mas guardando grande influência de teosofia, além de outras ordens a que Max Heindel teria sido iniciado. Uma das doutrinas centrais da teosofia é a reencarnação, bem como uma classificação de classes de almas, como a diferença entre a do iniciado, do idealista, do trabalhador, etc. Aquele que entra na senda já consegue grande progresso a sua evolução espiritual. E a doutrina do post mortem (após a morte) também é especial, onde dos diversos corpos que possuímos, mais do que o físico é dissolvido, restando também um etérico que é abandonado, que muitas vezes se apresenta como fantasma. Desses sete princípios do homem o foco seria nos superiores, nos três (Atma-Budhi-Manas). Tais nos levariam a ideia de Cristo Cósmico, Interno, de espírito Santo ou mesmo de Deus em sintonia com nós mesmos. As ideias rosacrucianas refletem em grande escala algo semelhante, com outra terminologia. Claro que a filosofia grega e mesmo a egípcia entram no sistema, e então a complexidade acaba encontrando uma luz, um iluminismo. Mais que científico, pois abarca as ciências ocultas.