MEDITANDO

Através da prática da meditação, procuro buscar conhecimento para os problemas encontrados entre a humanidade e principalmente dentro de nós mesmos. Aos poucos, dia a dia, devagar, fui praticando e desenvolvendo um estado de concentração maior, e consequentemente sendo absorvida por energias benéficas, sinto que o corpo físico e espiritual entram num estado de relaxamento tranquilizador, de muita paz.

Apesar de chegar a uma concentração profunda na meditação, ainda não consigo chegar ao grau, que outras pessoas dizem chegar, pelos relatos de experiência que leio e ouço, um estado zen, um estado do corpo e espírito de total tranqüilidade e absorção , e dizem que ao chegar a tal grau de concentração, vêem-se viajando pelo espaço e conhecendo lugares pertencentes ao cosmo.

Diante dessa dificuldade e curiosidade me perguntei: Porque eu não consigo chegar até este ponto? Porque não me vejo conhecendo estes lugares lindos que tantos relatam?

Com estas indagações, busquei a meditação, e depois de alguns minutos de relaxamento, consegui chegar a um estado profundo de tranqüilidade da alma, procurei me concentrar mentalmente e imaginar um portal cósmico onde eu pudesse transpassá-lo e adentrar por estes caminhos do universo.

(Quando praticamos a meditação, nos primeiros momentos o que vemos são imagens da nossa rotina, tribulações de nossa vida corrida, mas passados alguns minutos, quando nossa mente e espírito se aquietam, começamos a ver diferentes imagens que, se não prestarmos atenção, não percebemos a mensagem que nos é dada, sentimos-la sem nexo. Mas na meditação tudo o que vemos tem um sentido e objetivo útil.)

Imaginando o portal para adentrar no paraíso, vi dois seres, semelhantes aos soldados com armaduras do tempo medieval, que barravam a entrada, um de cada lado do portal e cobravam ingresso para que eu pudesse passar.

Ainda em estado meditativo pensei: Se é dado a nós o direito de evoluirmos e buscar o que é certo, porque tenho que ter ingressos?

A resposta veio automaticamente dentro de mim mesma, e entendi que:

“O caminho da evolução é como uma corrida onde pretendemos chegar a um determinado ponto. Mas é uma corrida divina, organizada e regida pelas leis naturais não podemos usar de desonestidade, trapaça, golpes baixos, contra os companheiros que tem o mesmo direito de chegada.

Se usarmos de desonestidade para ter uma corrida melhor, com mais vantagens e facilidades, seja em qualquer situação, não teremos o direito de entrar pelo portal cósmico, seremos severamente barrados. Teremos que voltar ao ponto de partida, recomeçar a corrida, e aquele a quem prejudicamos durante a caminhada com a intenção de deixá-lo para trás, ainda está a meio do caminho, mas estará bem mais a nossa frente, quando tivermos que recomeçar.

Enquanto teimarmos em cometer as mesmas infrações contra os companheiros, seremos obrigados a voltar e refazer o caminho, para que possamos ter direito á entrada.

Estas repetições de retorno ao caminho já trilhado, são as multas que precisamos pagar para receber o ingresso.”

Depois deste momento de esclarecimento, não fico mais ansiosa querendo alcançar benefícios que não mereço, sei que preciso voltar e recomeçar o trajeto, procurando liquidar os débitos adquiridos