VÍTIMAS DA SOCIEDADE?

"A população que mais vai presa ou que morre nas mãos do Estado, entenda-se: polícia, é a pobre, preta e de periferia," dizia um certo colunista de um determinado site de notícias. Bem, não se pode negar essa verdade! De fato, a grande massa carcerária brasileira tem essas características. São os homens (em geral) da cor preta, residente nas comunidades mais carentes, violentas e com desestrutura familiar que mais morrem ou que enchem as penitenciárias brasileiras. Negar essa realidade é ir contra os fatos. É no mínimo desonestidade intelectual. Por exemplo: A mesma polícia que chega de um jeito nas favelas é a mesma que chega de outro jeito em um bairro nobre. No entanto, quando essa narrativa é dita de maneira sistemática e repetitiva por certos grupos de intelectuais e jornalistas, eles simplesmente esquecem ou ignoram o fato de que tal pensamento por si só já é um preconceito. Primeiro porque tratam esse tipo de pessoas como "amebas" incapazes de fazerem escolhas e tomarem decisões contrárias. De gente que por terem tais características e situações já são pré determinadas a serem traficantes, prostitutas, vagabundos ou ladrões, pois é o meio que inevitavelmente as determinam. Além disso, ao tratarem eles apenas como vítimas, não levam em consideração que a maldade humana não tem cor, raça, classe social ou graduação. Muito dessas pessoas agem assim não por causa do meio, mas sim porque a maldade humana já corrompeu o coração!

Danilo D
Enviado por Danilo D em 01/11/2023
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