EM BUSCA DA PAZ.

A religiosidade é uma parte fundamental da identidade cultural da humanidade, destinada a tornar as pessoas mais compassivas, exercendo uma fé que demande humildade para superar o fanatismo e buscar um ecumenismo cristão, seguindo o exemplo do Mestre Jesus, que clamou pela unidade de seus discípulos, referindo-se a um único rebanho e um único Pastor.

No entanto, dissidências e divergências têm sido uma característica comum em várias religiões ao longo da história, independentemente de serem monoteístas ou politeístas.

No Cristianismo, por exemplo, observamos a fragmentação em várias denominações, como o catolicismo, a ortodoxia oriental, o protestantismo e numerosas denominações protestantes independentes, cada uma com suas próprias crenças e práticas.

No Islamismo, houve uma divisão entre sunitas e xiitas, além do surgimento de várias outras escolas e grupos dentro dessas duas principais correntes.

No Judaísmo, encontramos uma diversidade de grupos, incluindo os ortodoxos, conservadores, reformistas, reconstrucionistas, bem como uma série de movimentos e grupos dentro dessas categorias principais.

Atualmente, vemos isso refletido em conflitos como o sangrento embate entre Israel e Palestina, onde disputas territoriais, políticas e religiosas se entrelaçam, exacerbando a violência e o sofrimento de ambos os lados.

Esses conflitos muitas vezes são influenciados por narrativas e agendas de grupos judaicos e radicalistas islâmicos, que manipulam as crenças religiosas para justificar a violência e o ódio.

No caso do politeísmo, onde várias divindades são adoradas, a diversidade de crenças e práticas religiosas pode ser ainda mais ampla, com uma multiplicidade de deuses, mitologias e tradições em diferentes culturas e sociedades ao redor do mundo.

Essa diversidade de crenças e grupos religiosos reflete a complexidade da experiência humana e a variedade de perspectivas sobre o divino e o transcendental.

Diante desse cenário, urge a necessidade de buscar um ecumenismo que transcenda as diferenças sectárias e promova a compreensão mútua e o respeito entre as diversas tradições religiosas.

A Páscoa, que celebra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito e a ressurreição de Jesus, na sua mensagem de amor e perdão, oferece uma oportunidade para refletir sobre a importância da reconciliação e da paz, buscando seguir o exemplo do Mestre em promover a unidade e a compaixão em meio à diversidade.

O terrorismo não é uma manifestação legítima da religião, mas sim uma distorção desumana dos ensinamentos religiosos por indivíduos fanáticos e extremistas que desconhecem a doçura da paz.

Manoel Lobo.

Manoel Rocha Lobo
Enviado por Manoel Rocha Lobo em 13/03/2024
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