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Minhas primeiras trovas

Tu és um doce encanto,
Que dá gosto de se ver,
Com teu sorriso portanto,
Até Deus, para pra ver.

* * * * *

Que seja Raul o cara,
Silvia Cardoso é rara
Em toda sua alegria,
Tudo se nutre e dá cria.

Quero aqui fazer uma observação importante.
Muitas pessoas aqui no Recanto das Letras estão postando poesias que classificam como trovas sem o serem.

Para quem não sabe, trova é um tipo de poesia que se originou na Roma antiga. Algumas eram encomendadas, outras criadas por puro prazer. Na época, trova era qualquer tipo de poema ou canção. Os trovadores, como eram conhecidos os poetas criadores deste tipo de poema, declamavam seus versos nas ruas e por isso ficaram conhecidos como trovas. Muito mais tarde, recebeu regras rígidas. É formado por quatro versos heptassílabos, isto é, em redondilha maior.
Não são quaisquer quatro versos que se classificam como trova. Os que não se encaixam na definição acima são chamados de quadras.

Ao final, respondo e comprovo, que tanto uma, como outra, das trovas aqui postadas, encaixam-se nesta categoria. A segunda trova:

Que se-ja Ra-ul o ca-ra,
  1   2   3  4  5  6  7 (a última sílaba não é considerada por ser átona)
Sil-via Car-do-so é ra-ra
 1    2   3    4   5 6 7 (a última sílaba não conta pela mesma razão)
Em to-da su-[a a]-le-gri-a,
 1   2  3   4    5     6   7 (também não conta a última sílaba)
Tu- do se nu-[tre e] dá cri -a. (também não conta a última sílaba)
 1   2   3   4      5      6  7

Observe-se que quando a última sílaba do verso é átona ela não deve ser contada. As sílabas do verso só são contadas até a sílaba tônica da última palavra. Também é permitido fazer fusões de sílabas quando há um encontro de vogais em duas sílabas consecutivas como acontece no verso "Em toda sua alegria". A última sílaba de sua, e a primeira de alegria, são "A", que se fundem numa só sílaba como está representado na separação de sílabas acima colocando-se as sílabas fundidas entre colchetes.

A primeira trova:

Tu és um do-ce en-can-to, (não conta a última sílaba)
 1  2   3   4   5   6    7
Que dá gos-to de se ver,
  1   2    3   4  5   6   7
Com teu sor-ri-so por-tan-to, (não conta a última sílaba)
  1    2   3   4   5   6   7
A-té Deus, pa-ra pra ver.
1  2    3     4   5   6   7
Alberto Valença Lima
Enviado por Alberto Valença Lima em 16/03/2014
Reeditado em 25/03/2018
Código do texto: T4730940
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Alberto Valença Lima
Recife - Pernambuco - Brasil, 69 anos
1656 textos (227105 leituras)
7 áudios (2676 audições)
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Alberto Valença Lima

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