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SONETO – Pássaro tristonho – 29.06.2018 (PRL)
 
 
 
SONETO – Pássaro tristonho – 29.06.2018 (PRL)
 
 
 
Captei, surpreso, uma voz insistente,
Que suplantava às da mídia que ouvia,
Fui de mansinho a sondar o ambiente,
Buscar a origem de tal melodia...
 
Era dum pássaro em minha janela,
Com seu cantar dolente e apaixonado,
Triste em saudade dos encantos dela,
Sua parceira a quem tinha magoado...
 
Chorava e não queria estar sozinho,
Uma canção de total nostalgia,
Desejando o retorno ao velho ninho...
 
Mas desta vez cansou da cantoria,
Não pôde convencer a sua amada,
Que sua vida era dela e mais nada.

 
SilvaGusmão
 
Direitos reservados do autor.
 
Um fato real.

Foto: INTERNET/GOOGLE - Havendo direitos a retiraremos.

INTERAÇÃO


14/07/2019 21:28 - Joselita Alves Lins

Esse passarinho precisa mesmo sofrer um pouquinho pra aprender a se comportar. Belo soneto, mestre... gostei tanto que até ousei fazer uma interação:

Passarinho... queres voltar ao aconchego do ninho
porque lá tinhas, da amada, dedicação e carinho
Passarinho... cuide pra sua amada não magoar
Pra depois não ter cantos tristes a chorar.
Passarinho... um dia eu também já fui magoada,
Não quero novamente cantar essa triste entoada

Abraço, mestre, e tenha uma ótima semana.

Grato poetisa Joselita, meu abraço fraternal...ansilgus.

Francisco Mendes, grande cordelista paraibano interragiu assim:

Baseado no soneto "pássaro triste" fiz essas estrofes.


Oh, pássaro cancioneiro!
Por que entoar tão triste?
Parece ser prisioneiro,
Dum amor que não existe.
Essa canção melodiosa
É súplica amorosa,
E no teu cantar insiste.

Por que, razão e motivo
Não vive mais no teu ninho?
Agora estás depressivo,
Por perder o teu cantinho.
Da amada quer perdão
Pra ela soa uma canção,
Suplicando o teu carinho.

Ouvido o teu clamar
Até fiquei comovido,
Logo me ponho a pensar:
_ Isso foi mal-entendido_
Fizeste alguma besteira,
Pra ficar nessa roedeira,
Tomou um fora do cupido.

Sua voz silenciava
Tanto cantar, se cansou
Mais uma vez apelava,
Mas, de nada adiantou.
Ele perdia a parada
Sem a amada era nada,
E o suspense ficou!

Muito grato amigo, Deus lhe pague...ansilgus.

 
ansilgus
Enviado por ansilgus em 12/07/2019
Reeditado em 21/07/2019
Código do texto: T6694059
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ansilgus
Recife - Pernambuco - Brasil
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