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Soneto polimétrico XLV



Tantas vidas se cruzam em algum momento
E depois simplesmente se esvaem, perdem-se,
Deixando ainda mais ferido um resto de sentimento
Por tudo do nada que nos pertence.

Um gosto desgastado pela sempre eterna perda,
Doce delícia de um vício amargo, viver
É a plena falta de fé presente na certeza
De que todos os caminhos nos trazem sofrer.

Uma pedra na mão carrasca do tempo
Arremessada contra os espaços da nossa vida,
O nosso próprio fim, destruição é o que somos...

Da eterna idade de viver não há nenhum contento
Nem remédio algum pra curar essa ferida
De nunca mais ter mas sermos sempre a felicidade que já fomos...


Cláudio Carvalho Fernandes
Enviado por Cláudio Carvalho Fernandes em 19/04/2007
Código do texto: T455259
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cláudio Carvalho Fernandes
Teresina - Piauí - Brasil, 55 anos
186 textos (4128 leituras)
20 áudios (844 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/01/20 01:49)
Cláudio Carvalho Fernandes