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Soneto polimétrico XXXIII



O amor está para a mulher
assim como esta para o homem
é o perfume da flor que se quer
e que na beleza se consome.

No amor não há mais que fome
a se alimentar de um desejo qualquer,
no gozo do gosto. De resto, sem nome,
a vida é sempre perdida, como se fizer.

O amor é muito e pouco
é precipício, seio e fim,
transcendência de um gemido rouco

que se espalha no ar assim
como o infinito desse instante louco,
em que tem o "você" junto a "mim"...



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Para os que tiverem a percepção de o último verso como muito "forçado" (por causa do "tem" e "o"), uma alternativa é:

o presente de um ao outro, em “sim”...
Cláudio Carvalho Fernandes
Enviado por Cláudio Carvalho Fernandes em 13/04/2007
Reeditado em 15/01/2010
Código do texto: T447599
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cláudio Carvalho Fernandes
Teresina - Piauí - Brasil, 55 anos
190 textos (4215 leituras)
20 áudios (858 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 28/01/20 20:12)
Cláudio Carvalho Fernandes