"A NINGUÉM SE PERMITE"
Eu não sei realmente eu preciso de ajuda,
Nem sei se mereço ter a sonhada paz...
Eu não sei para que não me iluda
Nem para que eu sofra demais.
Eu não sei se fiz por ter um retorno,
Nem mesmo sei se já posso pedir...
Eu não sei para que não pareça suborno
Nem para que eu me sinta extorquir.
Eu não sei se o que tenho me foi prometido,
Nem sei se de fato já me fiz por onde...
Eu não sei por que vim, nem o que a vida me esconde.
Eu não sei se o que me passa já é expiação,
Nem mesmo me eu sei se terei meu perdão...
Eu não sei, nem ninguém, pois não nos é permitido.
(ARO: 1992)