Direito à convivência social

Direito à convivência social

Jajá de Guaraciaba

Nos últimos anos, a mídia tem dado ênfase às notícias sobre a intolerância religiosa. Consta que em dois mil e dezesseis uma jovem com indumentária típica de candomblé foi apedrejada no Rio de Janeiro por pessoas intolerantes à religião. Como podemos combater esse pernicioso preconceito até extirpá-lo do nosso meio? O escritor e filósofo François-Marie Arouet, conhecido por Voltaire, defendente da liberdade religiosa entre outras, define a intolerância com a frase: “Posso não compartilhar com as suas ideias, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de defendê-las”. Ora, em um país laico como o nosso, a intolerância à prática religiosa e ao direito à convivência social é inconcebível pois fere a liberdade e a dignidade humana. O povo deve ter consciência de que para se construir uma pátria próspera é necessário que os seus cidadãos estejam livres de quaisquer sentimentos de aversão a outras raças, credos, religiões etc., ou seja, livres para viverem em paz e harmonicamente. Não há dúvida que para tornar factível um país realmente laico é essencial que o governo crie leis mais severas neste sentido e propague campanhas de educação nas escolas, nas ONGS e nas empresas de modo geral a fim de esclarecer que o direito de exercer a fé — a qual não tenho mas respeito quem a possui— deva ser respeitado em todo o território nacional.