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CONTO DE VÉSPERA (TERÇA-FEIRA)

CONTO DE VÉSPERA (TERÇA-FEIRA)

'Toniquinho', menino, sonhador dos ventos que ecoam na cara. Feliz pela véspera chegada da 'terça-feira'. Não titubeava nem terceirizava seus sonhos. E dizia à chegada do ponteiro da meia-noite: 'terçou' ! (feliz da vida)
Contrárius sensus, contemporaneamente se louva-à-Deus a chegada do fim de semana, principalmente da sexta... que de compras anda um tanto quanto vazia.
E dito pelo comando do seu sentimento, gamara-se pelo dia entretido, enaltecido, rodopiando o seus afazeres de 'Jó' pra determinados momentos de conexão com astros...
Como se 'baianamente' fosse, dizia à 'fessora' que o dia é feliz.
E esta de nada entendia (não precisava entender). Apenas ouvir, sentir.
Não dói o começo, segunda. Não chega a vez ao meio, da quarta. Lhe antecede... e ao fim (de semana), ainda está longe, longe, longe...
A vida pois é eterna. Assim pensava.
Dizia pra si (querendo dizer para todos), que terça-feira é o dia mais belo da semana. E não é terça insana. É mens sana in corpore sano. 
Ditos aos crivo dos escritos, nos seus escritos dos seus cadernos escritos (ternos-ternura, sem gritos), rasurava lisura dos seus conceitos:
- É quando o sol brilha mais forte, radiante.
- É quando a lua reluz a sua luz, extasiante. 
- É quando as estrelas do universo se mostram aptas à serem contadas, dedos apontados, uma-a-uma, sem perder-se de conta, numa contagem autoconfiante. 
E da conta, o conto - que vale - se encanta enquanto canta o cantor, que na terça-feira se apresenta ao contato com tanto de tanto ardor; porquanto ao distúrbio do ato, sua música cantada, com tato, fala sempre e somente de 'amor'.  

(fim)

Divina Comédia - Belchior
(...)
Aí um analista, amigo meu, disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual
Aí um analista, amigo meu, disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um transa sensual
Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia
Fazendo tudo de novo e dizendo sim à paixão, morando na filosofia
Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno
Viver a divina comédia humana onde nada é eterno
Ora, direis ouvir estrelas, certo perdeste o senso
Eu vos direi, no entanto
Enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de dizer não
Eu canto
Ora, direis ouvir estrelas, certo perdeste o senso
Eu vos direi, no entanto
Enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de dizer não
Eu canto.
Antonio Jadel
Enviado por Antonio Jadel em 02/12/2019
Reeditado em 03/12/2019
Código do texto: T6809459
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Jadel
São Paulo - São Paulo - Brasil, 53 anos
975 textos (32727 leituras)
11 áudios (437 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/19 10:58)
Antonio Jadel