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A lenda do Ataíde

Era uma época chamada “andada do caranguejo”, Zé estava muito satisfeito, pois iria tirar o sustento da família no mangue. Finalmente aproveitaria o momento de fartura e poderia tirar caranguejo para sua família se alimentar e para vender no mercado.
Sendo assim, encaminhou-se ele, o filho mais velho e outros amigos para o mangue, conseguiram o suficiente para voltarem felizes para casa. No mesmo dia, o pescador conseguiu vender o caranguejo, comprou farinha e outros alimentos que estava precisando.
Estava tudo indo muito bem, frequentemente Zé ia para o mangal e de lá voltava com muito caranguejo para vender. Mas um dia, a ambição tomou conta do espírito de Zé e ele quis abusar do que a natureza estava lhe oferecendo. Havia muito caranguejo pequeno, mesmo assim ele decidiu pegar todos o que conseguia guardar nos sacos e ia xingando o alimento, pois não iria vender tudo o que tinha conseguido capturar por causa do tamanho, muitos caranguejos estavam deveras pequeno, ninguém compraria.
Quando decidiu voltar, Zé ouviu um barulho que ecoou dentro do mangal, os pássaros voaram, pois uma grande risada sacudiu as árvores e estremeceu o corpo de Zé, era ele – o Ataíde. Zé estava sozinho, então decidiu correr e enquanto tentava fugir, ouvia o barulho de passos pesados e medonhos atrás de si. Ele sabia que se Ataíde, o pai e protetor do mangue, o alcançasse seria seu fim, pois já tinha ouvido muitos comentarem que Ataíde era monstruoso e impiedoso para quem desrespeitava a natureza. Diziam que ele tinha mais de dois metros de altura e matava suas vítimas estuprando-as, pois seu órgão genital era imenso, arrastava no chão, ou dava voltas no pescoço do monstro.
Zé rezou, correu o quanto pôde e conseguiu alcançar um grupo de amigos que ajudaram-no a fugir. Desde então, nunca mais desrespeitou o mangue, nem xingou o que a natureza lhe oferecia.
Zilmara Sooares
Enviado por Zilmara Sooares em 12/10/2019
Reeditado em 12/10/2019
Código do texto: T6767611
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Zilmara Sooares
Augusto Corrêa - Pará - Brasil
12 textos (259 leituras)
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Zilmara Sooares