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Quadragésimo nono dia

"A quarentena de um poeta"

Quadragésimo nono dia:

A chuva forte da noite anterior refrescara o meu sono que guardara alguns dos meus segredos e mais uma vez o sol dominical me despertara silenciosamente.
Eu descera as escadas na ponta dos pés para não despertar Maria Alice e ligara na sala aquela que me despejara notícias dos inimigos. Um continuara a atacar ferozmente a aumentar o número de leitos e covas e naquele ínterim, o outro composto por um grupo de comilões se atracara.
Duas torcidas organizadas também entraram em combate em frente ao local do feito dos bombardeios que virara o dia e  invisivelmente o pior dos rivais aproveitara a oportunidade e atingira os integrantes.
Em todo território nacional houvera naquele momento aproximadamente cem mil feridos e sete mil vítimas fatais daquele destemido invasor, entretanto, o grande adversário da sociedade estava a ser a briga instalada nos poderes da nação.
A minha arte fizera com que eu me escudasse do adversário passageiro. Eu distribuira poesias para os meus tantos leitores e a tecnologia trouxera a mim relatos de pessoas distantes.
A tentar esquecer as coisas desagradáveis eu mentira próximo da realidade. Verossimilhantemente eu dera um estranhamento nos meus textos e grafara os confontos atuais com símiles de batalhas na arena do futebol, guerras mundiais e reinos.
Um outra mentira, a dos cavernosos disputantes de egos inflados, invadira as redes sociais a mostrar o fake news dos caixões vazios, a mais nova e potente ferramenta dos bandidos.
A negligência do poder continuara no centro-oeste onde o inquilino passageiro do planalto usufruira de seu posto a receber em seu colo abraços inocentes e ameaçara de peito aberto, sem medo de perder o ar, que tudo se chegara ao limite e a partir daquele momento as coisas seriam diferente.
E a pandemia, uma grande verdade, era mais uma vez esquecida nas palavras do homem sem provas.

Mentiras e verdades

O que é vero não se enxerga
O falso é viral
A se tornar verdadeiro
Nas mentes de cristal

O cego enxerga o falso
O lúcido o despreza
E o id incita o ego
Que a moral lesa

O que se nega é a verdade
E se entrega a mentira
Nesta mendiga sociedade
Um mundo de intriga

A vida é uma mentira
A morte é uma verdade
Ed Ramos
Enviado por Ed Ramos em 03/05/2020
Código do texto: T6936404
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ed Ramos
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 60 anos
545 textos (6618 leituras)
23 áudios (1469 audições)
6 e-livros (1064 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/08/20 04:37)
Ed Ramos