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O que espero dos anos?

 O que espero dos anos?
Que eles passem, que eu morra e viva.
E que me tragam aquilo que sonho. Mas qual seu sonho?
Boa pergunta...
Um sonho que não sou, que nunca tive, não fui e talvez serei.
Sonho que viva sem morrer em minhas amarguras.
Porque na verdade, já estou morta.
Cansei! É tarde.
Talvez reviva quando voltar escrever,
mas agora não quero.
Quero ser velada, pela morte de minha tristeza.
Morta na paz do desassossego,
que me faz sentir dor,
e com isso me sinto viva.
Acostumei com minha morte diária,
meus velórios sem lagrimas.
Essas coisa que faz da a vida,
mesmo que eu não sinta,
sei que estou ainda viva.
Vivo nos meus versos, contos e remorsos,
de não viver como quero.
Apenas morro,
e assim sobrevivo.
De forma lastimável, mas amável dentro do que eu proponho. Uma morte real, de palavras e dores
falta de amores e argumentos.
Para reviver como a fênix.
Não das cinzas,
mas de minha própria carne, que agora apodrece.
Mas que sangrando, implora ser vivida.
Uma Mulher Vestida De Sol
Uma Mulher Vestida De Sol
Enviado por Uma Mulher Vestida De Sol em 19/09/2019
Código do texto: T6748823
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Uma Mulher Vestida De Sol
Itabirito - Minas Gerais - Brasil, 43 anos
37 textos (338 leituras)
1 áudios (11 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/11/19 11:28)
Uma Mulher Vestida De Sol