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Alma plugada


Ando na contramão do convencional, quando todos vão dormir, quero passar a noite em claro...
Para me conectar com meu ser, ficar com a alma plugada...
Acordada em plena madrugada.
Gôsto estranho, mas libertador!
De sentir o silêncio ao meu redor
E apenas ouvir as vozes que ecoam na minha cabeça.
E dar ouvidos a elas, deixar fluir.
Ter a noite como companhia
De pensar na minha vida
Reviver histórias antigas
Casos engavetados, sem solução
Emoções amordaçadas pelo tempo
E neste instante de interação, procuro
me harmonizar comigo mesma.
E ouvir as respostas que vem do coração e se conciliam passando pelo crivo da razão.
Ter a solidão como confidente.
Deito no sofá, me aconchego nas almofadas e me sinto num divã.
Buscando a compreensão de antigas atitudes que foram vãs.
De coisas que gostaria de digerir, para eliminar de mim...
Daí me entrego, ao conforto da escrita, diante de uma tela de celular...
Onde liberto minhas neuras,  exorciso.
Assim, brigo com o sono.
Seria fantástico se eu conseguisse
Varar a noite à dentro, apenas com meus pensamentos.
Mas chega um dado momento que sou vencida pelo cansaço...
E me deixo ser levada para outra dimensão.
Apago... Enfim minha alma despluga-se do meu "Eu"... sai por aí em viagem pelo universo astral.
Me desligo, e por horas deixo de existir...

By Claudia Florindo Corrêa
16/02/18
Claudia Florindo Corrêa
Enviado por Claudia Florindo Corrêa em 17/02/2018
Código do texto: T6256697
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Claudia Florindo Corrêa
Mangaratiba - Rio de Janeiro - Brasil, 49 anos
264 textos (3823 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/11/19 08:21)
Claudia Florindo Corrêa