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Balaio de Gato


Eu sou do povo,
cara lisa e mentiroso,
tomo água do teu poço,
como ovo, peido podre,
tua casa é meu repouso
pra passar no meu horário.
Mentindo vou enganando
escondendo o rosto e o que é do povo,
desviando tua verba e tuas vaias,
deixo secar daquele poço,
a água que bebi na tua casa.
Sou uma afronta ao país,
onde impostos nos consomem,
minha refeição é a de Londres,
e ver pobre passando fome,
essa realidade eu só alcanço
em época de eleições.
Faço desfaço, mando desmando,
trocar extintor, jogar fora extintor,
a minha lei me assegura, na nossa constituição,
não levar uma dedada, muito menos camburão,
ser convidado a depor, ter segredo de justiça,
e por ultimo, a roubar sem ser trancado,
mandem prender meu passaporte,
e digam a toda nação...
...tornozeleira eletrônica é pra canela de pobre.
Colares Filho
Enviado por Colares Filho em 12/08/2017
Código do texto: T6081908
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Colares Filho
Fortaleza - Ceará - Brasil, 50 anos
125 textos (2302 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/12/17 08:07)
Colares Filho