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Tantos aneis...




Vi nas estrelas o mar do meu choro,
a dor da saudade,
o impulsivo do adorno.

Furtei-me à vontade de amar-te
no tolo alvorecer do fim de um dia
sem dor, sem melancolia...
um dia quase sem nada.

Hotel, amor prometedor.

Desconheço o teu sorriso que me desnuda a fala,
me embriaga de graça,
faz-me dizer o que é vago
No astuto silêncio de um simples quarto.

E alguma coisa feito tua dor,
me devora ileso, cheio de desejos,
mas sem te beijar sarado
de certo descuido engraçado.

Meu coração lamenta
enquanto exploro a tua alma,
abraço-te envergonhado,
ainda sem poder dizer a ti o que te quero.

Retira o longo anel.
Basta que teus olhos sinalizem tua beleza
e no colo entre teus seios que  te beije
e diga o que meu coração quer ofertar.

Degusto esse teu cheiro singular.
Há coisas que não carecem de palavras,
apenas de um olhar.
E em um impulso derradeiro,
adorna-te com os sentimentos verdadeiros,
não vês que é chegado o momento de doar-se?

Teu corpo já tão perto do meu,
minhas mãos estendidas,
meu olhar tímido e sufocado, às escondidas,
apenas esperando que em tuas mãos,
não se anele o que vá te desadornar.


Poema inédito
Paulino Vergetti
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 30/09/2019
Reeditado em 30/09/2019
Código do texto: T6757929
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulino Vergetti Neto
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 61 anos
2548 textos (151363 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/19 14:25)
Paulino Vergetti Neto

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