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Bolinhas-de-gude


Quando eu tirar férias
Do adulto que sou,
Quero reviver a criança
Que alegre brincava
Com bolinhas-de-gude...

Gude são bolinhas de vidros
De vários tamanhos e cores...
Umas grandes, outras pequenas,
Brancas, pretas, verdes, azuis
E café com leite, a mais bonita!

Eu e os meninos da rua,
Todas as manhas e tardes,
Jogávamos o triangulo,
O circulo, o bateu-comeu
E o famoso jogo do buraco.

Mas, o que eu mais gostava:
Era passar o tempo contemplando,
Como se fora um astrônomo,
As gotículas de ar formadas
Dentro das bolinhas-de-gude...


Que imaginava serem planetas
De uma galáxia bem distante,
Onde eu era o menino deus
Que as tinha sob total controle:
Bem nas palmas de minhas mãos...

Tristeza era perder no jogo
Ou ter uma bolinha de gude,
Irrecuperavelmente, quebrada.
Dava pena, dava dó - eu chorava,
Como o adulto que há mim não chora!

Por isso, quando eu sair de férias,
Comprarei umas bolinhas de gude...
E se o adulto que há em mim permitir:
- Lá no quintal de casa “sozinho!”
Com bolinhas-de-gude vou brincar...

Odeon Alves de Almeida

 
Odeon Alves de Almeida
Enviado por Odeon Alves de Almeida em 22/09/2019
Código do texto: T6751154
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Odeon Alves de Almeida
Feira de Santana - Bahia - Brasil, 57 anos
235 textos (5620 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 28/01/20 20:56)
Odeon Alves de Almeida