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Certezas dos outonos.

Certa vez a vida florida, num cesto mantida,
Em multicores se abriu...
Foi-nos tão florida a vida, perfumada e diluída, 
Num buquê rosa e anil!
 
Bateu-lhe tanto o vento! Ao ser deixada ao relento, 
Às intempéries mil... 
Tão sublimes momentos, desejos, sonhos e intentos, 
De onde o amor surgiu...

Fez-se a vida jardim, por você e por mim,
A enfeitar nossos dias...
Nem parecia ter fim, aquela cor carmim 
Que assim nos coloria....

Mas a natureza siliente, ao ver amor tão ardente,
Enciumou-se de vez...
E descaradamente, mostrou-nos a serpente, 
Que o paraíso desfez.

Bastaram alguns outonos, nos descuidos dos sonos,
Os arranjos secaram...
E nem todos os gnomos! E nem tudo o que fomos! 
O epílogo evitaram.

A vida nos será margarida, do mal me quer a ferida,
Do bem me quer a saudade...
E ao ser assim destruída, de suas pétalas despida,
O fim ser-nos-á realidade.

A vida foi-nos tão linda, de outras vidas vinda,
Mas trouxe-nos incertezas... 
Mas a vida ora se finda, para quem com ela não brinda
E a abandona sedenta nas mesas...







 
Ronaldo Aparecido Silva
Enviado por Ronaldo Aparecido Silva em 06/09/2019
Reeditado em 07/09/2019
Código do texto: T6738671
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ronaldo Aparecido Silva
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, 61 anos
624 textos (16430 leituras)
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2 e-livros (65 leituras)
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Ronaldo Aparecido Silva

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