JÚLIO DIULINHO
                
Júlio lembra passeio,
Necessidades orgânicas,
Vitais no sanitários públicos,
Que na realidade aprecia,
Boas voltinhas pelos cantos do mundo.

Júlio lembra quatro rodas,
Janela de um veículo,
Um verdadeiro equilibrista,
Ranhetando pelo caminho,
Com os transeuntes que passam e assustam.

Júlio lembra inverno,
Lã  quente do seu abrigo,
E do seu  cobertor da cama,
Cheirando amaciante,
Que sua mãe humana o acalanta.

Júlio lembra o silêncio,
Esconde sempre do barulho,
Explode de medo,
De rojões, até morteiros...
Dos vozeirões dos humanos também.

Júlio lembra alegria,
Riqueza de um lar,
Brandura de um filho,
Um ser vivo voltado,
Ao amor adotivo dos seus pais.

Júlio lembra preocupação,
Correrias e lágrimas,
Cirurgias com curativos
De cansáveis dias afincos,
Das suas fases doentias.

Júlio lembra vida,
Um velhinho sapeca,
Com recordações da infância,
Dos brinquedos e presentes,
Recebidos da sua madrinha querida.

Júlio lembra um apelido,
De um querido canito,
Conservado com ardor,
Porque o seu nome verdadeiro,
É DIULINHO, o nosso AMOR!


            
                                  

Fonte: Versos Sem Rimas
Categoria:Poesia Recordações
Autor:Prof.Roangas -Rodolfo Antonio de Gaspari-
Imagens: Do próprio autor da poesia




roangas
Enviado por roangas em 24/06/2010
Reeditado em 25/06/2010
Código do texto: T2339075
Classificação de conteúdo: seguro
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