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DESAFORTUNADA

Hoje, um grito negro sobe-me ao esôfago
A desassossegar a irreversível descrença
E, no instante, brota no seio visceral e lenta
A última lágrima a desfigurar-me o rosto.

Portanto, por obséquio, apagar as luzes!
Embora, tão indecente, a clavícula exposta
Ilumine a ânsia que ora escorre e desova
Nos entulhos desse eterno queixume.

Porque em mim, há de desabrochar alarmista...
- A dor! Em todos os poros d'um simples coveiro
De mim, tão de mim, esse destino consumista!

Já, num breve momento estarei morta
Num colapso repentino e certeiro
De vermes hei de ser suculentas sobras!

- Francielly Fernandes
- 29/06/2020
Francielly Fernandes
Enviado por Francielly Fernandes em 29/06/2020
Reeditado em 29/06/2020
Código do texto: T6991354
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Francielly Fernandes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 27 anos
175 textos (8900 leituras)
11 áudios (482 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/08/20 12:32)
Francielly Fernandes