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Por um triz

Não vi morros sendo rasgados
No meu tempo já éramos eu
e a velha estrada à minha frente
querendo sempre levar alguém

Todos os dias a carruagem passava sem ofensas à rotina
Mas não me esqueço as vezes, e jamais a hora,
em que você de mala feita a esperava

Briguei com seu destino e mostrei que perigos tem
a carga que transporta amor  curtido anos a fio
pus na balança as grandes vitórias sobre a estiagem,
gratidão pelas generosas colheitas,
alegria inesgotável renovada a cada estação

Quando o comboio se anunciava
a minha maturidade era mais rápida
que sua mala cheia de determinação
Eu a escondia. O melhor lugar se apresentava
num insight.
 
Não foi dessa vez,
dava graças a deus  o apreensivo coração
O tempo amadureceu os insensatos desejos
os ímpetos da juventude  se acomodaram
num espaço de liberdade, carinho e coragem
até que, por um triz, sangrou em meu peito
a dor de sua invencível viagem
Mariana Mendes
Enviado por Mariana Mendes em 05/09/2019
Código do texto: T6737824
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Mariana Mendes
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Mariana Mendes