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Brumas

E agora José?
Dizia o poeta
Nós os animais mais vis
Que a terra conheceu
Miseravelmente fadados aos fracasso
Nossos empreendimento
O tempo levará com furor
No fundo de cada olhar
Dá pra ver nossa condição
Confusa e totalmente
Inconsiste sobre a vida
Se não sabe inventa!
Assim é traçado o teatro cotidiano
Eis o homem
Um ator nato
Que foge e finge
A arte é liberdade
Mas a liberdade também é ilusão
Todo esse caos busca
Uma ordem falsa
Sempre prontos ao colapso
Contento nossos monstros
Há sempre um erro em cada acerto
As vezes seguramos tão firme a outra mão
E as vezes matamos sufocando com abraço
As vezes o bem nem sempre é bem
Mas o mal agente sabe no fundo
É sempre mal
A linguagem é discurso
O discurso é sempre utopia
A esperança que existe
É para que não morramos
Mas  também a mesma que nos mantém acorrenta
Sim há um medo da liberdade
Mas e agora?
Perfeição, salvação beleza
Isso importa? Não saberia dizer
Honestidade não é nosso forte
O sonho é o que cultivamos
Na realidade
E a realidade é sempre
Um difícil confronto
O tempo é nosso algoz
Mas também nosso herói
E assim seguimos
Vivendo de esperança
Fingindo que somos bons
Quase sempre como um carma
Que o destino nós impõe
Em uma verdadeira tragédia grega.
Gessé Cordeiro de Miranda
Enviado por Gessé Cordeiro de Miranda em 16/11/2019
Reeditado em 16/11/2019
Código do texto: T6796244
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Gessé Cordeiro de Miranda
Feira de Santana - Bahia - Brasil, 32 anos
161 textos (1467 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/19 15:46)
Gessé Cordeiro de Miranda