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Hora do almoço

A morena já desfila
Em seu vestido de sábado;
Cansado o pedreiro suspira,
Com o rosto sujo de barro.

Motoqueiros entregam marmitas,
Sob o sol que queima os telhados;
Fere as cordas da lira
& canta, o poetinha entediado.

Versando versinhos alheios: vai de meninas a lírios calvos...
No compasso em que o pontilhão dita,
Num vômito contínuo de carros prateados.

Oh, Deus. . . que seria sem a ópera da vida,
A existência desse pobre diabo!?
Quão insossa não seria esta atroz lida,
Sem as cenas do móvel teatro?!

Onde o contra-regra é desconhecido,
E todos, todos os atores e cantores são sagrados!
Bento Nascimento
Enviado por Bento Nascimento em 17/08/2019
Reeditado em 19/08/2019
Código do texto: T6722551
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Bento Nascimento
Londrina - Paraná - Brasil, 26 anos
29 textos (906 leituras)
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