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Como se já o conhecesse...

O cara ali parado no meio do aglomerado de gente,
E a gente ali do lado esperando
Alguma coisa ao menos convincente.
Mas ele seguia estático,
Como se no ar estivesse colado.
Eu não esperava nada tão dramático,
como assistir a algo que não se passa,
A não ser na cabeça da gente,
Quando alguma coisa dá errado,
E a gente não vê nem fumaça.
Mas o aglomerado continuava minando
Como nascente.
Não se sabia de onde
Vinha tanta pessoa;
Se, voando, caminhando
Ou se estavam por ali mesmo à toa.
Tinha tanta gente,
Que acho que ali estava até quem estava ausente.
E o cara ali imóvel,
Sem expressão alguma...
Mas a gente parecia também estar colado,
Sem cola nenhuma.
Eu olhando a ausência de alguma atitude,
Me pegava pensando:
Por que não fui enquanto pude?
Foi quando olhei para você,
Que eu nunca tinha visto antes,
Como se já o conhecesse
Há anos-luz de instantes.
O homem de estátua humana,
Ganhando ali alguma grana,
Não me tinha convencido.
E eu me lembrando de você,
Que eu ainda nem tinha conhecido...
Suely Andrade
Enviado por Suely Andrade em 15/03/2019
Reeditado em 15/03/2019
Código do texto: T6598297
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Suely Andrade
Fortaleza - Ceará - Brasil
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