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Último Ato

Sou pedra no sapato.
Meus versos não são retos, nem rasos
Jamais obtusos.

De fato,
O que desejo, busco.
Na sombra da dúvida não há
Nada certo.

Se o corpo é um deserto, de certo,
Não ato
Nem tão pouco desato.

Visto que sinto, vislumbro no ato,
Átomos do desejo,
Na química da boca, lábios vermelhos
Sedentos
São fatos inatos.

Depois de molhados, revelam-se doces e/ou
Amargos
Na perplexidade branda de um novo
Contato.

Na anatomia de desatinos corporais,
Corais
Envoltos de corpos nada
Celestiais.

O seu, o meu, medo insensato,
Insanidade debruçada sobre a ponte
De nossas
Vontades dissimuladas, vaidades
Cegas.
Concluo:
Meu último ato, sem contrato,
Nem distrato.
Você.
RogerioCalais
Enviado por RogerioCalais em 11/10/2018
Código do texto: T6473202
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
RogerioCalais
Contagem - Minas Gerais - Brasil, 52 anos
30 textos (105 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/18 06:18)