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O TEU FAVORITO

E tu, que nada sabes de ti,
pensas,assim inocente,
que tanto sabes de mim...
Não percebes que mentes?
Tu, que crias saber o caminho,
que, levando-te pra longe de mim,
traria amor, alegria,carinho,
afeto, prazer e amizade...
Mentiste a ti, fácil assim,
e nos condenaste à saudade!
Ah! tu, que hoje desfias
teus rosários de agonias,
e tens por única companhia,
por amiga e confidente,
a que, um dia, 
antes da tempestade,
companheira de afinidades,
tornou-se incômodo espinho,
e agora é tua saudade...
Ah! Tu, que a ti mesmo não sabes!
Volta atrás, busca o parceiro,
o amante, amigo, companheiro,
que deixaste em minha cama,
do meu lado, no outro travesseiro,
que ainda sabe a teu cheiro,
no meu corpo, onde ainda 
queima, acesa, tua chama...
Tu, que não sabes mais nada,
que te perdeste na estrada,
entrega-me tua dor,
a minha é toda um nada,
eu a cubro com meu amor...
Tu, que andas sem rumo,
deixa que te ponha no prumo,
eu sei qual é  o endereço.
O teu lugar eu conheço,
na curva que faz um ninho,
do teu lado preferido,
entre meu braço e meu seio,
o que mais gostas,
o atrevido...
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 31/07/2008
Código do texto: T1106357

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Sobre a autora
Débora Denadai
Georgetown - Demerara-Mahaica - Guiana, 57 anos
722 textos (171667 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/08/20 03:21)
Débora Denadai

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