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FORMOSURA
 
Desde o primeiro momento que vi
Teus olhos, as montanhas dividiram-se
Dentro do sopro onde pode-se morrer,
Por tantos sonhos, por tanto querer,
Toquei em tuas curvas, que repeliram-se.
 
Desde o primeiro momento que vi
Tua alma, meus versos retraíram,
Pude sentir tua pele acariciando o gosto,
Dentre tantas ilusões, a melhor era de teu rosto
Suavizando todo desejo que às estrelas revestiam.
 
Desde o primeiro momento que vi
Teu corpo, mesmo que no esboço das sombras,
Senti-me escravo de meu próprio pensamento,
Avistava algo misterioso vindo do cansado vento,
No soluço, via as cinzas do sorriso que afronta.
 
Desde o primeiro momento que vi
Teu semblante, olhando-me com ternura,
Pude sentir o pôr do sol tocando-me a voz,
E do canto, a armadilha mais feroz,
Gradativamente salientando-te a formosura.
 
Desde o primeiro momento que vi
Teu abismo, ressoando por meu carinho,
Vi o brilho de teu prazer afugentando o grito,
Senti-me entrando no lírico e restrito
Cálice que leva ao mais doce redemoinho.
 
Desde o primeiro momento que vi
O deleite de teu eufemismo íntimo,
Pude desvirginar teu solitário coração,
Assim, em meus braços soava a canção
De tua formosura, com resquícios ínfimos.
 
Itacoatiara-AM, 09 de setembro de 2019.
Abraão Marinho
Enviado por Abraão Marinho em 09/09/2019
Código do texto: T6741065
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Abraão Marinho
Itacoatiara - Amazonas - Brasil, 18 anos
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Abraão Marinho