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O Lábaro Estrelado

Ó mãe gentil!
Grite tuas crianças traquinas
Tua herança insalubre arraigada
Fruto do nefasto coito à luz do dia
Ao furto de tuas poses mais sublimes


Ó mãe gentil!
Teus quintais sagrados foram vilipendiados
Tua prole de abdômen distendido
Morga o sofrimento alheio
Por força do hábito


Ó mãe gentil!
Catastrófica permuta em teus seios
Tua seiva aos piratas
Teu pudor aparelhado em praça pública
Tua retórica guilhotinada sem misericórdia


Ó mãe gentil!
A teimosia escancarada na barra de tua saia
Tua progenitura rançosa se ufana numa utopia ímpar
A corja no arrebol de tuas páginas
Deitada em berço esplêndido

Ó mãe gentil!
Tuas miçangas, tal penhor dessa igualdade
Calejam desde o advento de tua mocidade
Os heróis impávidos em teu solo colossal
Os verdadeiros filhos, gigantes pela própria natureza

Ó mãe gentil!
Não te cales ante a maldade em teus bosques
Erga a clava forte!
Tu, ó pátria encurvada, ainda há de se levantar
E verás aqueles que não fogem à luta.
C J Olliveira
Enviado por C J Olliveira em 27/12/2018
Código do texto: T6536366
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
C J Olliveira
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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C J Olliveira