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QUILOMBO MODERNO

Quilombo... favela... favela... quilombo
O quilombo? A favela!
O quilombo é a favela?
A favela é o quilombo?
 
O tempo passou... nada mudou
Ou será que piorou?
 
Vá em frente escravo!
Esconda-se do chicote do capitão-do-mato
 
Vá em frente operário!
Esconda-se do revolver do soldado
 
Na senzala escravo estão te servindo angu
 
No barraco operário sirva-se de osso cru
 
A abolição escravo será que é a solução?
 
O aumento do salário operário será que diminui a inflação?
 
Por que  escravo te chamam de mulato?
 
Por que operário te compram tão barato?
 
Escravo, escravo... vamos!
Fuja para o quilombo e encontre proteção
 
Operário, operário... olhe!
A saída da favela é a sua ambição
 
Operário... escravo!
Soldados... capitães-do-mato!
O que mudou... nada mudou!
Ou será que piorou?
 
O operário simplesmente não passa de um escravo, do passado que não passa, de um presente que se fixa. Socialmente alienados, acomodados e estagnados pelos burgueses... pelos soldados... pelos feitores da política. Nessa Casa Grande e Senzala... capitalista.


 
Jp Santsil
Enviado por Jp Santsil em 21/05/2017
Código do texto: T6005186
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jp Santsil
Ness Zyonna - Central District - Israel, 38 anos
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