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Ombro

O pensamento quer muito partir
Mas o ombro dói e me chama pro corpo
Como o ombro não pode sumir
O ombro será do poema o escopo...

Dor que o poeta não pode fingir
É dor da qual só se sai quando morto
Ou quando o gelol começa a agir
Para em fim produzir algum conforto

Mas em verdade o que essa dor ensina
(E é isso que me trouxe a escrever)
É que meu ombro precisa doer

(E é isto também que mui me fascina)
Para eu notar em mim sua presença
Ignorada desde minha nascença
Carlos Pinheiro
Enviado por Carlos Pinheiro em 30/10/2018
Reeditado em 04/11/2018
Código do texto: T6490522
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Carlos Pinheiro
Russas - Ceará - Brasil, 33 anos
41 textos (848 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/11/19 19:35)