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1 - SOCORRO

Solidifico-me nessa inconstância,
Piada pronta,
Chego no fim.
Perco-me em voltar no tempo,
Lida e repetidamente,
Em frente,
Estranhamente inconsciente
de mim.

O tempo é algoz de todo o medo,
Mas o desespero é assim:
Fere os sentidos desavisados,
Desestruturados,
Indecentes,
E a mente,
Descontente consigo e descrente,
Segue só na catástrofe,
É inevitável.

Sentiu?! O choque das nuanças,
Da espada e da lança,
Lanço-te,
O desafio da agonia vibrante,
Ao som desconcertante e senil.
Preso nessa jaula oca,
Cheia demais para ser louca,
Como cão encubado em canil.

A corrente flui incansavelmente,
Paradoxal e delirante.
E como rio, ele tanto riu, ouviu?!
Metamorfose calorosa,
Nauseante.
Pergunte então ao sábio falante,
Estar cercado de pessoas,
Significa estar menos distante?!

Agora vou caindo, sem freio.
Tento me agarrar, mas erro.
Quero voltar...
Minha âncora?!
A fresta seca do alpinista tolo,
Em uma trilha errada,
Sem retorno.
É o frio no estômago, salve-me,
Ou me seguro, ou pulo do morro.
Morro?! Talvez...
Alcance-me,
Socorro. //

(Augusto Fossatti)
- tordosazuis.com
Augusto Fossatti
Enviado por Augusto Fossatti em 15/09/2019
Reeditado em 15/09/2019
Código do texto: T6745290
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Augusto Fossatti
São Paulo - São Paulo - Brasil, 24 anos
10 textos (42 leituras)
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Augusto Fossatti