16 In Memoriam
Passou!
Foi como uma tempestade.
Um fim de tarde,
sem razão de ser.
Uma porta aberta,
e ninguém!
Uma janela para o céu.
Uma rosa sem desabrochar.
Um sorriso de lágrima,
no olhar, perdido...
Se cantei, quem ouviu?
Se chorei, ninguém viu.
Se dancei, talvez, só na lua...
Na rua, meus passos, morreram.
E, nesta nudez absoluta,
de um corpo de pura poesia,
quem sabe, se vivo ou se morro,
nos braços do incerto amanhã?
E gaivotas partem,
na revoada do dia,
mas foi-se o meu sol,
quem diria,
deitar-se nas águas já frias,
de um mar, que de mim,
se esqueceu...
Angra dos Reis e de Saudades
17/02/2007
01:33hs