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Cuidadoso

Manaus e Brasília, 29 de novembro de 2018.



Eu tive amiga de infância
Eu tive um mano militância
Eu tive opinião arrogância
Eu tive um sonho e uma ânsia

Eu tinha a tia tão fofinha
Tinha meu pirão com farinha
Tinha domínio sobre a rinha
Tinha uma Pátria que não tinha

Teria errado na sentença?
Teria dormido na ausência?
Teria ficado na dormência?
Teria subestimado a demência?

Passa na janela um vulto negro
Um uniforme tão uniforme mal
Acho que o fantasma nunca foi

Passa um passado por entre as brechas
Discordante paz tipo romana
A Pax que se achega outra vez

Eu te apresento essa pessoa
Eu te apresento essa canoa
Eu te apresento João de Boa
Eu te apresento Mari que Voa

Vou ser chamado de bandido
Vou ser chamado de esquisito
Vou ser chamado de inimigo
E ser chamado de ridículo

A paciência terminara
A eloquência cativara
O delator determinara
E o veredito torturara

Pousa a flor tão murcha
A flor tão marcha e tão manchada
Brotam novas flores coloridas

Brilha a luz nos olhos
De incandescência interrogatória
Brilha também a luz do sol

Terei futuro do passado
Terei sorriso teu herdado
Terei de tudo esperançado
Terei amor um dia embandeirado

Na ordem escrita tinha um verso
No progresso do homem  controverso
No pontilhado do avesso
Lá no meu rascunho recomeço
Pantoja Ramos
Enviado por Pantoja Ramos em 02/12/2018
Código do texto: T6517202
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Pantoja Ramos
Belém - Pará - Brasil, 44 anos
292 textos (10385 leituras)
72 áudios (2288 audições)
38 e-livros (2417 leituras)
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